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[Resenha] Eu Perdi o Rumo, de Gayle Forman

É uma história que une três pessoas que se sentem perdidas, mas que vão descobrir que não estão sozinhas.

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[Resenha] Eu Perdi o Rumo, de Gayle Forman



Eu Perdi o Rumo
Gayle Forman
Editora Arqueiro
Onde comprar: Amazon

Sinopse: Freya perdeu a voz no meio das gravações de seu álbum de estreia. Harun planeja fugir de casa para encontrar o garoto que ama. Nathaniel acaba de chegar a Nova York com uma mochila, um plano elaborado em meio ao desespero e nada a perder.

Os três se esbarram por acaso no Central Park e, ao longo de um único dia, lentamente revelam trechos do passado que não conseguiram enfrentar sozinhos. Juntos, eles começam a entender que a saída do lugar triste e escuro em que se acham pode estar no gesto de ajudar o próximo a descobrir o próprio caminho.

Contado a partir de três perspectivas diferentes, o romance inédito de Gayle Forman aborda o poder da amizade e a audácia de ser fiel a si mesmo. Eu perdi o rumo marca a volta de Gayle aos livros jovens, que a consagraram internacionalmente, e traz a prosa elegante que seus fãs conhecem e amam.

Sobre o livro
A história começa com Freya, filha de pais separados. Sempre ouviu do pai que ela nasceu cantando e talvez tenha sido este o motivo que a tornou a preferida do pai, enquanto Sabrina – sua irmã – tornou-se a preferida da mãe. Essa diferença de personalidades que acabou separando as irmãs. Quando o pai volta para a Etiópia e descobre que seus pais estão se separando, Freya encontra na irmã alguém que poderia cuidar dela, uma função que era do seu pai.

Uma união, até então, improvável acontece e em pouco tempo Freya e Sabrina estão fazendo sucesso na internet. As duas ganharam fãs postando vídeos com covers e algumas composições próprias, o que rendeu a Freya um contrato com um importante produtor musical que promete fazer dela uma estrela. Ela iria estourar no mundo da música, isso se ao chegar ao estúdio para a gravação a sua voz não tivesse lhe abandonado. Sequer "Parabéns a você" ela consegue cantar sem que a voz fique estrangulada. Freya já imagina que depois de nenhum médico descobrir o que aconteceu, o produtor cancelará o contrato. O seu tempo está acabando.

Depois de sair de mais uma consulta, Freya está caminhando sozinha pelo Central Park enquanto tenta descobrir alguma notícia da irmã que já não tem contato. É quando abre o Facebook e descobre que a irmã irá se casar! O susto só não foi pior do que o que aconteceu em seguida. Freya perde o equilíbrio e cai da ponte em cima de um garoto.


Nathaniel acaba de chegar a Nova Iorque. As instruções para chegar ao ponto de encontro com o pai o deixaram perdido. Quando consegue se localizar, descobre que se cruzar o Central Park irá chegar ao local marcado. Chegar ali não foi fácil, mas desde que seus pais se separaram e mãe concordou em deixa-lo com o pai, a vida não tinha sido fácil. O pai sempre foi mais um amigo do que um pai, para ele era difícil assumir essa responsabilidade. Então não foi uma surpresa quando sua mãe foi embora, Nathaniel preferia ficar com o pai. E acima de tudo, ele sabia que não poderia abandoná-lo. Mas nada disso tornou fácil suportar as mudanças de humor do pai e suas obsessões por documentários, isso fez com que Nathaniel perdesse tudo, perdesse um futuro. Mesmo assim, ele sabia que não poderia abandonar o pai.

Com o tempo, Nathaniel aprendeu a ser invisível. Ninguém queria saber como ele estava de verdade. Aos poucos todos se afastaram e ele aprendeu a ser alguém sozinho. Mas tudo o que ele precisa agora é chegar no local marcado. Enquanto cruza o parque, ele sequer tem a chance de entender o que está acontecendo quando alguém despenca em cima dele e acaba perdendo os sentidos.


Harun quando criança sonhava em ser piloto. Por vezes ficava deitado no quintal de casa olhando os aviões e sabia exatamente a qual voo pertencia, ele tinha uma lista para não deixa-lo esquecer. Nessa mesma época, aos 9 anos, Harun entendeu que era diferente. Não pelo sonho que trazia consigo, mas por ter entendido que era gay. Descobrir isso não foi fácil, ainda mais por vir de uma família de mulçumanos, ele sabia que não seria aceito, é por isso que ainda carrega esse peso sozinho depois de tantos anos.

Talvez não completamente sozinho. James sabia quem ele era.

Harun conheceu James na faculdade e desde então, os dois mantinham um relacionamento. Mesmo com tudo o que sentia por ele, Harun não tinha coragem para contar a verdade para a família. O seu medo acabou afastando James da sua vida, ele sabia que tinha cometido um erro. Agora sua família acreditava que ele estava feliz em seguir costumes da sua religião.

Então ele decide tentar ver James mais uma vez. Quem sabe James não o perdoa e consegue entender os motivos dele. Harun segue para o lugar secreto deles no Central Park, quando está quase chegando ele vê o momento em que Freya cai da ponte em cima de Nathaniel.


O acidente irá unir os três. Pode ser o destino, mas os três estão perdidos com o peso que carregam. Freya com o seu medo de não conseguir cantar; Nathaniel com o selvagem que carrega dentro de si, depois de uma vida ao lado do pai; e Harun, com o seu medo de contar para a família que é gay. Em um momento em que os três se veem sozinhos é que irão descobrir que precisam um do outro. Uma amizade improvável que irá coloca-los no caminho certo.

O que eu achei?


Confesso que os primeiros capítulos me deixaram desanimada e tive que deixar o livro de lado por dois dias. Eu acredito que o problema não tenha sido a história em si, eu acho que o que acabou me atrapalhando foi eu ter começado a ler enquanto eu ainda estava lendo "O Conto da Aia" e essa foi uma leitura que exigiu demais. Mas passados os primeiros capítulos, depois da devida apresentação dos três protagonistas, a leitura fluiu bem e acabei o livro no mesmo dia.

Depois do início difícil, foi muito fácil me identificar com os personagens. Freya traz consigo a mágoa por ter sido abandonada pelo pai que tanto amava. Mesmo que ele ainda mantivesse contato com ela, o golpe foi duro quando descobriu que ele não voltaria. Mesmo que a Sabrina a tivesse ajudado, ela não foi a mesma. É por isso que a música se tornou algo essencial para Freya. Os seus fãs, o amor que eles davam a ela a mantinha forte. Se perdesse a voz ela perderia tudo.

Enquanto isso, Nathaniel traz uma história cheia de perdas. Todos a sua volta poderiam entender que ele não chegaria longe com o pai cuidando dele, mas ainda assim ninguém interferiu. Isso fez com que Nathaniel tivesse que abandonar mais do que o contato com a mãe. É fácil se identificar e sentir o sofrimento e a confusão dentro dele com tudo o que vai acontecendo.

Já Harun representa o medo que muitos sentem. Ser gay e não poder contar para ninguém. Ser obrigado a carregar um fardo sozinho e dentro de uma família religiosa e conservadora. Muitas vezes ele se enxerga como um covarde e será capaz de entregar o poder de contar a verdade a família para outra pessoa.

Com problemas diferentes, esse livro não é para mostrar como amizade os fez superar os problemas e viverem felizes novamente. É uma história que une três pessoas que se sentem perdidas, mas que vão descobrir que não estão sozinhas. Os problemas continuarão a existir, mas poderão contar com o apoio e a amizade um do outro. É uma história para mostrar que você não tem que enfrentar a vida sozinho e que existem pessoas dispostas a dividir o peso com você.
  1. O título desse livro me resumo atualmente haha. Já li dois outros livros da Gayle Forman (O que há de estranho em mim e Eu estive aqui), e posso dizer que adoro a escrita dela. Acho incrível, rápida e cheia de sentimentos. <3
    Fiquei curiosa para conhecer a história dos três personagens do livro. Fiquei imaginando como eles vão se encontrar, o clima do dia, como cada um vai narrar as coisas...
    adorei a resenha :*

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  2. Que maravilha é terminar um livro em tão pouco tempo. Ando precisando de livros assim.
    Esse livro em questão me interessou bastante, parece ser uma leitura fácil ao mesmo tempo que nos faz se identificar com os personagens e refletir sobre suas histórias. Gostei!

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  3. Olá!

    Quando li o nome desse livro, já quis, porque me define muito hahah à princípio pensei que fosse um livro menor e de auto ajuda; porém vi que é bem diferente do que pensei! Entendo como deve ser até se acostumar com a leitura, visto que o começo não foi tão motivador, mas fiquei interessada mais ainda em ler, depois que contou mais sobre. Amei o post!

    Bjsss

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@oventodoleste