
Autor: Charlie Donlea | Editora: Faro Editorial | Páginas: 352 | Gênero: Thriller | Ano: 2017 | Classificação: +16 | Onde comprar: Amazon
Grace Sebold está presa há dez anos, acusada de ter matado o próprio namorado durante uma viagem em Santa Lúcia. Com a família e amigos reunidos para o casamento de sua amiga Charlotte, os planos foram esquecidos com a tragédia que recaiu sobre o grupo.
Durante os dez anos, Grace não deixou de recorrer à justiça alegando inocência, mas todos os seus pedidos foram negados. Não havia mais nada que seus advogados pudessem fazer. Então, ela decide escrever mais uma carta para a cineasta Sidney. Ela ficou famosa nos Estados Unidos após produzir três documentários sobre pessoas que foram condenadas injustamente, conseguindo libertá-los após provar a inocência de cada um através de evidências irrefutáveis em seus trabalhos. Com expectativa de que Sidney pudesse se interessar pelo seu caso, Grace passou anos escrevendo para ela, contando o que havia acontecido. Em sua última carta, Grace havia dito que ela era sua última esperança de sair da prisão.

Após três documentários de sucesso, Sidney recebia inúmeras cartas de presos e familiares pedindo que ela os ajudasse e desse uma olhada em seus casos. A pilha era imensa e ela tentava ler algumas. Entre as cartas lidas, Sidney sempre encontrava os relatos de Grace Sebold. Ela lembrava do caso da garota. Uma americana presa fora do país por matar o namorando. Ela o havia jogado de um penhasco, de acordo com a promotoria. Mas havia algo naquelas cartas que fazia Sidney sentir que um erro tinha sido cometido e a pessoa errada acabou pagando por um crime que não cometeu.
Sidney queria recontar aquela história, buscar evidências e, quem sabe, provar que Grace Sebold era inocente. Ela só precisaria convencer os homens de terno, responsáveis pelo dinheiro da emissora de TV, de que aquela história tinha potencial para arrecadar muito dinheiro em publicidades. Ela precisaria vender a história de Grace e depois assegurar que o documentário seria um sucesso.

Eu me surpreendi demais com esse livro! Acho que é um sentimento recorrente nos livros do Charlie Donlea. O autor consegue criar histórias que conquistam a atenção e que são capazes de nos enganar do início ao fim. Nesse livro, o título é o seu melhor conselheiro. Você não deve confiar em uma única alma se quiser chegar ao final da história ileso.
Os personagens são traiçoeiros, manipuladores e estão dispostos a fazer o que for necessário para se proteger. Ter uma pessoa bisbilhotando, cavando uma história que já estava enterrada há anos, é uma péssima ideia e a chance de revelar mais do que o necessário.
Sidney é uma pessoa que busca realizar um trabalho sincero e que possa ajudar aqueles que foram acusados injustamente. Ela é boa no que faz e tem faro para encontrar o que os outros deixaram passar. O fato dela começar a contar a história de Grace, nos faz imaginar que há alguma coisa errada na história, mas resta saber quem está mentindo.
Já a Grace vamos conhecendo através de histórias contadas sobre a sua vida e apresentadas no documentário. Apesar de ser a personagem principal na história que Sidney está contando, ela quase não aparece, já que está presa em outro país. Com isso, não temos muito para decidir se ela é de fato inocente ou não. Tudo o que podemos usar como argumentos são as informações que são descobertas pela Sidney,
Há outros personagens que são próximos de Grace e ganham espaços importantes na história. Dois amigos, os pais e um irmão doente, são os principais defensores dela e continuam acreditando em sua inocência mesmo após os dez anos.
O final me pegou completamente desprevenida. Eu estava lendo no ônibus, na volta do trabalho, e me peguei falando alto, desacreditada do que estava acontecendo. Até o momento, não sei dizer se foi um final que me decepcionou ou se fiquei surpresa com a reviravolta que a história tomou.
Quanto à narrativa, posso dizer que flui com muita facilidade e não há quebras na história. São apresentadas a visão do presente, sob o ponto de vista da Sidney, capítulos que recontam pedaços do que aconteceu na fatídica viagem, e alguns capítulos que contam as cenas que são incluídas no documentário.
A escrita do Charlie é tranquila, direta e coesa. Quando você menos espera, já está próximo ao final da história. Depois de ter lido os livros mais recentes do autor, é fácil perceber que, desde os primeiros livros, ele imprime na história a sua forma de descrever e criar os mistérios que são tão únicos.
No geral, Não Confie em Ninguém é mais uma indicação de thriller para os apaixonados pelo gênero. Leia sabendo que você poderá ser surpreendido a cada novo capítulo e que nada do que é dito pode ser considerado verdade.
Leitura mais do recomendada!
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐💜




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No começo de um novo ano é inevitável não repensar em tudo o que ficou para trás, em tudo o que foi realizado ou ficou inacabado. Nesse momento, sempre me vem à cabeça as leituras que concluí, as que ainda estão em andamento e as que abandonei. Quase sempre, eu me arrependo de não ter lido mais, de ter passado tempo demais nas redes sociais ao invés de ter aproveitado para ler um livro. Arrependimentos que muitos leitores entendem.
Mas, em 2025, eu retomei o hábito da leitura que há algum tempo tinha perdido. Depois que a minha vida virou de cabeça para baixo, sentar e ler tinha se tornado algo que não cabia mais. Sentia que não era algo que faria diferença e não tinha força para abrir um livro. No entanto, nos últimos seis meses, consegui voltar a sentir alegria ao passar alguns minutos e até horas lendo. Foi como resgatar uma parte de mim que havia se perdido.
Ouvi alguém dizer uma vez que ler é como andar de bicicleta. Não importa o tempo que passamos sem andar, ao pegar a bicicleta novamente, sabemos exatamente o que fazer.

Agora, sobre as minhas leituras, alguns livros foram escolhas próprias, outros foram leituras do clube do livro que participo, mas a maioria são histórias dentro do mundinho que sempre achei confortável e que costumava me prender por horas. Acho que, entre todos os que li, apenas um foi uma leitura ruim. Eu tinha expectativas para ele, mas acabou sendo algo previsível e monótono. Os demais livros foram histórias que me conquistaram, cada um à sua maneira.
Vamos a lista então.




















- O jardim secreto ⭐⭐⭐⭐⭐
- Sussurros do passado ⭐⭐⭐⭐⭐
- A inconveniente loja de conveniências ⭐⭐⭐⭐
- O menino do pijama listrado ⭐⭐⭐⭐
- Sobre a brevidade da vida ⭐⭐⭐⭐⭐
- A garota do lago ⭐⭐⭐⭐
- Amor, teoricamente ⭐⭐⭐⭐⭐
- Mentirosos ⭐⭐
- Recursão ⭐⭐⭐⭐⭐
- Teias de mentiras ⭐⭐⭐⭐⭐
- Noiva ⭐⭐⭐⭐⭐
- Marcada ⭐⭐⭐⭐
- Carrie, a estranha ⭐⭐⭐
- Fahrenheit 451 ⭐⭐⭐⭐⭐
- O alienista ⭐⭐⭐⭐
- Parceira ⭐⭐⭐⭐
- A menina do outro lado ⭐⭐⭐⭐
- A incrível lavanderia dos corações ⭐⭐⭐
- A cabeça do santo ⭐⭐⭐⭐
- O que aconteceu com Annie ⭐⭐⭐
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| Imagem/Fonte: Unsplash |
Um novo ano está para começar e, dessa vez, eu resolvi criar algumas metas que quero cumprir em 2026. Normalmente, eu prefiro não criar nada que me obrigue a ler ou ter um ritmo de leitura diferente. Gosto de pensar que as minhas leituras são feitas de acordo com o que estava pensando e sentindo no momento em que decidi ler.
No entanto, nos últimos cinco anos, venho brigando com a minha saúde mental e com a ideia de ter uma rotina. Quando a sua mente está instável, é impossível criar regras que você possa seguir regularmente, sem se sentir obrigado. Mas como estou me sentindo melhor com a medicação e consegui retomar o hábito da leitura, mesmo que em um ritmo menor, quero criar uma rotina para me manter andando e não me deixar voltar aos dias difíceis.
Por isso, resolvi escolher algumas metas literárias. Coisas simples e que sei que posso atingir com um esforço mínimo.
- Ler 30 livros em 2026
Em 2025, eu consegui ler 19 livros, tendo voltado a ler, com regularidade, apenas em julho. Então, acredito que uma média de 30 livros é algo que posso alcançar se me esforçar um pouco mais. - Ler um lançamento por mês
Essa é uma que quero me obrigar a seguir. Nos últimos anos, venho tentando ler livros que já tenho na estante ou que comprei depois de ficarem meses na minha lista da Amazon. Acaba que não acompanho as novidades e tenho visto comentários sobre lançamentos que parecem incríveis.
Não sei se conseguirei ler todos os meses, mas quero tentar! - Sair da zona de conforto
Para voltar a ter um ritmo de leitura, eu tive que optar por manter as minhas escolhas dentro de livros que me sinto confortável em ler, em livros que são as escolhas mais confiáveis para o meu gosto literário. Com isso, venho sentindo que fiquei mais limitada em comparação ao que eu poderia conhecer se desse uma chance. Então, quero buscar diversificar um pouco mais as minhas escolhas. - Ler livros em espanhol
Eu tenho um bom conhecimento do idioma, mas quero melhorar o meu vocabulário. Esse ano, tentei começar com La Sociedad Secreta de Brujas Rebeldes, mas acabei deixando um pouco de lado. Agora, quero terminá-lo e buscar outros títulos.
Essas são as metas que escolhi para 2026. Se eu conseguir cumprir todas, com certeza, lerei mais que os 30 livros planejados. Ao mesmo tempo, também posso escolher livros que encaixam em mais de uma meta e, assim, aos poucos, me ajudar a cumprir todas.
E você? Está planejando algo para o ano que vai começar ou vai deixar a vida correr? Conta aqui nos comentários!
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