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O que eu estou lendo este mês

Oi! Como você está?

Ao invés de conversar com você sobre as leituras concluídas em 2026, quero compartilhar um pouco do que estou lendo esse mês. Apesar do ano ter começado a pouco, já estamos no terceiro mês e parece que a expectativa de mudanças, que as festividades de ano novo carregam, estão acabando.

Comecei 2026 animada, li quatro livros em janeiro, fiquei muito feliz como há tempos não ficava. Então veio fevereiro com uma leitura concluída com muito esforço. Fico contente por ter ao menos me dedicado a terminar o único livro que tinha me comprometido a ler. Só o mês de janeiro, sozinho, já me coloca acima da estatística de leitura do povo brasileiro (o qual lê, em média, dois livros por ano), o que deveria me deixar feliz. Mas fico com medo de voltar para o lugar que estou lutando para sair há meses. O lugar que me tirou o ânimo e alegria em sentar e ler.

Por isso, decidi diversificar neste mês e ler mais de um livro por vez. Minha ideia é que, ao cansar de uma determinada leitura, eu passe para a seguinte sem peso na consciência, garantindo que eu não perca o hábito de ler ao menos algumas páginas por dia.

Se está dando certo? Ainda não consegui colocar em prática. Os primeiros dia de março derrubaram a minha imunidade e acabei doente. Mas aqui estamos, de volta e prontos para seguir em frente!

A primeira leitura que coloquei na minha lista foi Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban. Eu entrei para uma Leitura Coletiva em janeiro, para ler todos os livros da saga. Faz um bom tempo que estava ensaiando reler os livros e não conseguia colocar a ideia em prática. Mas me senti animada em ler com o pessoal do Clube da Aninha e estou determinada a cumprir o desafio! Ainda não comecei o terceiro livro, estou dando um chance para os outros que comecei a ler esse mês, mas vou começa-lo logo logo.




O segundo livro, também é uma Leitura Coletiva do Clube da Aninha (aliás, o que o pessoal mais gosta de fazer nesse clube é criar leituras coletivas e estou estou amando isso! Me incentiva demais a ler! 💜), e é Os Irmãos Karamázov, de Fiódor Dostoiévski. Tenho tentando ler mais da literatura russa, inclusive estou na leitura de Crime e Castigo, do mesmo autor, mas resolvi que precisava ler com mais calma. A história é muito boa e não quero ler apenas por ler. Voltando aos Irmãos Karamázov, ainda estou bem no comecinho e estou me sentindo um tanto perdida. Mas nada que mais algumas páginas não resolvam!



O terceiro livro é Nós Já Moramos Aqui, do Marcus Kliewer. É um thriller psicológico e dizem que é muito bom. No entanto, também li muitos comentários negativos sobre a história. Parece ser o tipo de livro onde não há meio termo: ou você ama ou você odeia. Confesso que estou lendo um pouco devagar, porque, estranhamente, a história está me deixando com ansiedade já no começo. É engraçado porque eu estou acostumada com o gênero, é o meu favorito, e mesmo os mais difíceis não me deixaram assim. Acho que deve ser porque logo no começo está na cara que tudo vai dar errado e o leitor fica na expectativa do "quando" e não do "se". Mas vou continuar insistindo e vamos ver aonde vamos chegar.




É isso! Essas são as minhas leituras atuais. Com exceção de Os Irmãos Karamázov, onde a Leitura Coletiva dá um prazo longo para terminarmos, visto o tamanho do livro, os demais pretendo terminar ainda este mês. É um meta alcançável e não quero colocar expectativas de ler mais do que isso. Quero ir devagar e ver como as coisas acontecem.

Agora me conta, o que você anda lendo este ano? Qual ou quais livros você já concluiu a leitura em 2026?

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O que fez parte da tua infância e ainda aquece o teu coração?

Imagem/Fonte: Vlad Hilitanu


Estive pensando sobre isso hoje. Faz algum tempo que sinto ter abandonado todas as coisas que gostava. Não por conta da vida adulta, que nos obriga a enxergar o mundo com outras lentes. E, sim, porque eu me perdi no meio do caminho. Nos últimos cinco anos, deixei para trás mais coisas do que sou capaz de contar. Agora, sinto que é a hora de reconquistar os espaços que me pertencem.

Enquanto pensava em como começar, percebi como é engraçado como todas as lembranças somem da nossa mente quando tentamos invocá-las. Você já reparou nisso? Quanto mais você tenta e sente a necessidade de recordar de algo, mesmo que tenha acontecido há poucos horas, mais a sua mente parece vazia, solitária. Eu tentava lembrar de coisas que me alegravam e faziam com que eu me sentisse desperta, ativa, quando, por fim, me dei conta de que não conseguia listá-las em um papel.

Quando olho a minha volta. vejo os livros que, inúmeras vezes, salvaram a minha vida, que me ensinaram a ler, que cresceram e amadureceram comigo. Sinto conforto em saber que eles permanecem aqui, depois de tantas mudanças. Algumas histórias, hoje, enxergo de forma diferente, talvez mais profunda, e ainda consigo entender o que me levou até elas. Alguns dos meus autores favoritos, continuam escrevendo histórias incríveis, mas que já não encaixam na minha historia. Enquanto outros, também queridos, trouxeram opiniões que são impossíveis de ignorar e deixaram uma dor imensa para trás. Mas ainda assim, tudo isso faz parte das minhas lembranças, e não sou capaz de me desapegar de nenhum pedaço dela, porque, assim, estaria deixando uma parte de mim para trás.

Com isso, eu continuo escrevendo na esperança de que a minha mente volte ao trilhos e encontre o caminho para o espeço em que guardei. com carinho, aquilo que mais gostava. Continuo escrevendo dando-lhe tempo para respirar e enfim dizer encontrou o que preciso. Continuo escrevendo porque é assim que somos. Continuo escrevendo porque a alternativa é esquecer.

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[Resenha] Não Confie em Ninguém, de Charlie Donlea



Autor: Charlie Donlea | Editora: Faro Editorial | Páginas: 352 | Gênero: Thriller | Ano: 2017 | Classificação: +16 | Onde comprar: Amazon

Grace Sebold está presa há dez anos, acusada de ter matado o próprio namorado durante uma viagem em Santa Lúcia. Com a família e amigos reunidos para o casamento de sua amiga Charlotte, os planos foram esquecidos com a tragédia que recaiu sobre o grupo.

Durante os dez anos, Grace não deixou de recorrer à justiça alegando inocência, mas todos os seus pedidos foram negados. Não havia mais nada que seus advogados pudessem fazer. Então, ela decide escrever mais uma carta para a cineasta Sidney. Ela ficou famosa nos Estados Unidos após produzir três documentários sobre pessoas que foram condenadas injustamente, conseguindo libertá-los após provar a inocência de cada um através de evidências irrefutáveis em seus trabalhos. Com expectativa de que Sidney pudesse se interessar pelo seu caso, Grace passou anos escrevendo para ela, contando o que havia acontecido. Em sua última carta, Grace havia dito que ela era sua última esperança de sair da prisão.


Após três documentários de sucesso, Sidney recebia inúmeras cartas de presos e familiares pedindo que ela os ajudasse e desse uma olhada em seus casos. A pilha era imensa e ela tentava ler algumas. Entre as cartas lidas, Sidney sempre encontrava os relatos de Grace Sebold. Ela lembrava do caso da garota. Uma americana presa fora do país por matar o namorando. Ela o havia jogado de um penhasco, de acordo com a promotoria. Mas havia algo naquelas cartas que fazia Sidney sentir que um erro tinha sido cometido e a pessoa errada acabou pagando por um crime que não cometeu.

Sidney queria recontar aquela história, buscar evidências e, quem sabe, provar que Grace Sebold era inocente. Ela só precisaria convencer os homens de terno, responsáveis pelo dinheiro da emissora de TV, de que aquela história tinha potencial para arrecadar muito dinheiro em publicidades. Ela precisaria vender a história de Grace e depois assegurar que o documentário seria um sucesso.



Em Não Confie em Ninguém você vai descobrir que nada é verdade. Trata-se de uma história envolta em camadas de mentiras e quanto mais fundo você chega, mais coisas aparecem.

Eu me surpreendi demais com esse livro! Acho que é um sentimento recorrente nos livros do Charlie Donlea. O autor consegue criar histórias que conquistam a atenção e que são capazes de nos enganar do início ao fim. Nesse livro, o título é o seu melhor conselheiro. Você não deve confiar em uma única alma se quiser chegar ao final da história ileso.

Os personagens são traiçoeiros, manipuladores e estão dispostos a fazer o que for necessário para se proteger. Ter uma pessoa bisbilhotando, cavando uma história que já estava enterrada há anos, é uma péssima ideia e a chance de revelar mais do que o necessário.

Sidney é uma pessoa que busca realizar um trabalho sincero e que possa ajudar aqueles que foram acusados injustamente. Ela é boa no que faz e tem faro para encontrar o que os outros deixaram passar. O fato dela começar a contar a história de Grace, nos faz imaginar que há alguma coisa errada na história, mas resta saber quem está mentindo.

Já a Grace vamos conhecendo através de histórias contadas sobre a sua vida e apresentadas no documentário. Apesar de ser a personagem principal na história que Sidney está contando, ela quase não aparece, já que está presa em outro país. Com isso, não temos muito para decidir se ela é de fato inocente ou não. Tudo o que podemos usar como argumentos são as informações que são descobertas pela Sidney,

Há outros personagens que são próximos de Grace e ganham espaços importantes na história. Dois amigos, os pais e um irmão doente, são os principais defensores dela e continuam acreditando em sua inocência mesmo após os dez anos.

O final me pegou completamente desprevenida. Eu estava lendo no ônibus, na volta do trabalho, e me peguei falando alto, desacreditada do que estava acontecendo. Até o momento, não sei dizer se foi um final que me decepcionou ou se fiquei surpresa com a reviravolta que a história tomou.

Quanto à narrativa, posso dizer que flui com muita facilidade e não há quebras na história. São apresentadas a visão do presente, sob o ponto de vista da Sidney, capítulos que recontam pedaços do que aconteceu na fatídica viagem, e alguns capítulos que contam as cenas que são incluídas no documentário.

A escrita do Charlie é tranquila, direta e coesa. Quando você menos espera, já está próximo ao final da história. Depois de ter lido os livros mais recentes do autor, é fácil perceber que, desde os primeiros livros, ele imprime na história a sua forma de descrever e criar os mistérios que são tão únicos.

No geral, Não Confie em Ninguém é mais uma indicação de thriller para os apaixonados pelo gênero. Leia sabendo que você poderá ser surpreendido a cada novo capítulo e que nada do que é dito pode ser considerado verdade.

Leitura mais do recomendada!

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐💜





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