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Uma semana comigo


Comecei o mês de março descobrindo um dos projetos mais bacanas da blogosfera: o Entre Blogs. Uma grupo de blogagem coletiva que busca manter viva a blogosfera e que nos traz para um ambiente confortável e seguro para criarmos conteúdo sem cobrança.

Foi através desse projeto que surgiu o post de hoje. "Uma semana comigo" é o tema escolhido para o mês de março e confesso que fiquei animada para postar.

Comecei a minha semana no domingo e fazendo algo que há alguns meses eu não fazia: andar no parque. Em 2025, descobri que gosto de estar no meio de um mar de desconhecidos, onde ninguém está preocupado com ninguém e todos estão apenas curtindo um momento de respiro em meio a rotina. Gosto de ir ao Parque Ibirapuera, aqui em São Paulo, apenas para curtir a paisagem, caminhar ouvindo música e esquecer do trabalho, dos problemas, e apenas aproveitar o momento. Algumas vezes eu troco a caminhada por um passeio de bicicleta e isso me faz lembrar da minha infância, onde tudo parecia tão pequeno e urgente.

Tirei duas horas da manhã de domingo para apenas ficar sentada em meio a natureza e ler um livro. Nessas horas, eu pude perceber o quanto o meu corpo sentia falta de um respiro. Foi uma grata recompensa pela semana difícil. Tinha chovido muito na noite anterior, mas fomos presenteados com uma manhã ensolarada, com a temperatura agradável (nem muito frio nem muito quente) e o silêncio que só a natureza pode proporcionar.







Posso dizer que, depois disso, a minha semana começou com o pé direito. Na segunda, voltei ao trabalho, no meu dia presencial, depois de uma semana trabalhando de casa por causa de uma gripe forte. Depois de dias confinada, fiquei feliz em poder ver a rua, rs.

A segunda e a terça passaram sem grandes acontecimentos. A rotina venceu e vivi apenas para o trabalho. Já na quarta, no cliente que eu atendo, houve uma comemoração ao mês das mulheres e, depois de uma palestra sobre a importância das cores, tivemos a experiência de pintar taças de vinho. Achei chique e divertido, apesar de, obviamente, não ter nenhum talento para pintura. Ainda assim fiz o melhor que pude no pouquíssimo tempo que tinha antes de precisar voltar ao trabalho.






Já na quinta, trabalhei home office, assim como na terça, e não tive muito por onde me aventurar dentro de casa. Minha atividades foram restritas a trabalhar, tentar me alimentar com o máximo de alimentos saudáveis (e falhando miseravelmente) e perturbar o coitado do meu cachorro. Tenho pena dele às vezes. O Thor é um cachorro de onze anos e que acredita que ainda tem idade para correr e pular como se não houvesse amanhã. Ele não é muito fã de demonstrações de afeto. O que eu faço a cada 5 minutos, obviamente, mas temos uma convivência amigável: ele finge que não repara na minha falta de equilíbrio emocional, enquanto eu finjo que não ligo quando ele insisti em fazer as necessidades fora do lugar adequado (afinal, ele é mais velho do que eu, na idade dos cachorros).

De volta ao presencial, a sexta-feira foi agitada. Como recompensa por aguentar bravamente, me presenteei com uma Tortuguita, porque, mesmo depois de adulta, eu ainda adoro esse chocolate. Também aproveitei o meu horário de almoço para ler um pouco e passar raiva com os absurdos que estão acontecendo no livro que estou lendo (de verdade, até o fim dessa história eu vou ter um infarto).

O restante da sexta, como que para provar que nunca é tarde para as coisas darem errado, me estressei com o trabalho. Se tem algo que eu detesto é depender de outras pessoas para concluir as minhas atividades, principalmente de pessoas que não gostam de assumir responsabilidade pelo o que cabe a elas. Sou uma pessoa introspectiva, antissocial e não sou fã de gente no geral, o que torna o meu trabalho exaustivo na maioria dos dias, porque preciso conversar com outras pessoas constantemente. Os dias de home office são um descanso para a minha mente.







E por fim chegamos ao sábado. Não registrei muito do meu dia, porque parece que as horas passaram sem eu me dar conta, mas aproveitei para voltar a academia e lembrar que eu ainda pago por isso. Foram duas semanas longe: uma por ter ficado doente e outra por pura preguiça. Mas, enfim, voltei a rotina essa semana e estou me esforçando para não perder o ritmo.

Quero aproveitar para deixar registrado aqui que eu fiquei chateada ao abrir o treino, no aplicativo da academia, e perceber que ele havia expirado e foi substituído por um novo, cheeeeio de coisas para fazer. Gosto de manter os exercícios na minha zona de conforto (e quem não?), mal voltei e preciso me acostumar com as mudanças. Parece uma briga pequena para lutar em pleno sábado, mas essa é uma batalha que eu posso vencer, então, me deixa reclamar um pouco.



No geral, foi uma semana sem grandes acontecimentos por aqui. A minha rotina parece tão familiar que eu sequer vejo os dias passando. Ter essa postagem para fazer, me obrigou a dar mais atenção aos detalhes, coisa que eu não faço no dia-a-dia. Foi uma coisa boa! Por vezes, vivemos no automático e esquecemos de ser gratos pelos pequenos momentos em que tudo se encaixa e acontece como deveria acontecer.

Ufa! Há muito tempo não escrevo tanto sobre a minha vida. Parece um pouco estranho, mas, ao mesmo tempo, me lembra dos velhos tempos da blogosfera, onde falávamos sobre tudo, sem filtro algum, e esperávamos que a pessoa do outro lado se conectasse com a nossa história e sentisse empatia pelas nossas dores. No mundo em que vivemos, atualmente, está cada vez mais difícil conseguir essa conexão com os leitores. Parece que se você não for rápido o suficiente, sucinto o suficiente, não consegue fisgar a atenção de quem lê e perde a oportunidade. Em meio ao caos, parece fora da realidade desejar que esse a blogosfera volte a sua era de ouro?  Espero que não. Espero que possamos encontrar uma nova era, onde seja possível equilibrar o uso das redes sociais com o consumo consciente de conteúdos que nos ajuda a refletir, a nos conectar uns com os outros e aprender a ter empatia.

É isso! Não tenho muito mais a dizer, mas se você deixar, eu encontro assunto e ficaremos aqui por algumas horas.

Me conta, nos comentários, o que você tem feito, como foi a semana. E até o próximo post!

Vamos conversar! Não esqueça de comentar e ativar as notificações. :)

O que eu estou lendo este mês

Oi! Como você está?

Ao invés de conversar com você sobre as leituras concluídas em 2026, quero compartilhar um pouco do que estou lendo esse mês. Apesar do ano ter começado a pouco, já estamos no terceiro mês e parece que a expectativa de mudanças, que as festividades de ano novo carregam, estão acabando.

Comecei 2026 animada, li quatro livros em janeiro, fiquei muito feliz como há tempos não ficava. Então veio fevereiro com uma leitura concluída com muito esforço. Fico contente por ter ao menos me dedicado a terminar o único livro que tinha me comprometido a ler. Só o mês de janeiro, sozinho, já me coloca acima da estatística de leitura do povo brasileiro (o qual lê, em média, dois livros por ano), o que deveria me deixar feliz. Mas fico com medo de voltar para o lugar que estou lutando para sair há meses. O lugar que me tirou o ânimo e alegria em sentar e ler.

Por isso, decidi diversificar neste mês e ler mais de um livro por vez. Minha ideia é que, ao cansar de uma determinada leitura, eu passe para a seguinte sem peso na consciência, garantindo que eu não perca o hábito de ler ao menos algumas páginas por dia.

Se está dando certo? Ainda não consegui colocar em prática. Os primeiros dia de março derrubaram a minha imunidade e acabei doente. Mas aqui estamos, de volta e prontos para seguir em frente!

A primeira leitura que coloquei na minha lista foi Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban. Eu entrei para uma Leitura Coletiva em janeiro, para ler todos os livros da saga. Faz um bom tempo que estava ensaiando reler os livros e não conseguia colocar a ideia em prática. Mas me senti animada em ler com o pessoal do Clube da Aninha e estou determinada a cumprir o desafio! Ainda não comecei o terceiro livro, estou dando um chance para os outros que comecei a ler esse mês, mas vou começa-lo logo logo.




O segundo livro, também é uma Leitura Coletiva do Clube da Aninha (aliás, o que o pessoal mais gosta de fazer nesse clube é criar leituras coletivas e estou estou amando isso! Me incentiva demais a ler! 💜), e é Os Irmãos Karamázov, de Fiódor Dostoiévski. Tenho tentando ler mais da literatura russa, inclusive estou na leitura de Crime e Castigo, do mesmo autor, mas resolvi que precisava ler com mais calma. A história é muito boa e não quero ler apenas por ler. Voltando aos Irmãos Karamázov, ainda estou bem no comecinho e estou me sentindo um tanto perdida. Mas nada que mais algumas páginas não resolvam!



O terceiro livro é Nós Já Moramos Aqui, do Marcus Kliewer. É um thriller psicológico e dizem que é muito bom. No entanto, também li muitos comentários negativos sobre a história. Parece ser o tipo de livro onde não há meio termo: ou você ama ou você odeia. Confesso que estou lendo um pouco devagar, porque, estranhamente, a história está me deixando com ansiedade já no começo. É engraçado porque eu estou acostumada com o gênero, é o meu favorito, e mesmo os mais difíceis não me deixaram assim. Acho que deve ser porque logo no começo está na cara que tudo vai dar errado e o leitor fica na expectativa do "quando" e não do "se". Mas vou continuar insistindo e vamos ver aonde vamos chegar.




É isso! Essas são as minhas leituras atuais. Com exceção de Os Irmãos Karamázov, onde a Leitura Coletiva dá um prazo longo para terminarmos, visto o tamanho do livro, os demais pretendo terminar ainda este mês. É um meta alcançável e não quero colocar expectativas de ler mais do que isso. Quero ir devagar e ver como as coisas acontecem.

Agora me conta, o que você anda lendo este ano? Qual ou quais livros você já concluiu a leitura em 2026?

Vamos conversar! Não esqueça de comentar e ativar as notificações. :)

O que fez parte da tua infância e ainda aquece o teu coração?

Imagem/Fonte: Vlad Hilitanu


Estive pensando sobre isso hoje. Faz algum tempo que sinto ter abandonado todas as coisas que gostava. Não por conta da vida adulta, que nos obriga a enxergar o mundo com outras lentes. E, sim, porque eu me perdi no meio do caminho. Nos últimos cinco anos, deixei para trás mais coisas do que sou capaz de contar. Agora, sinto que é a hora de reconquistar os espaços que me pertencem.

Enquanto pensava em como começar, percebi como é engraçado como todas as lembranças somem da nossa mente quando tentamos invocá-las. Você já reparou nisso? Quanto mais você tenta e sente a necessidade de recordar de algo, mesmo que tenha acontecido há poucos horas, mais a sua mente parece vazia, solitária. Eu tentava lembrar de coisas que me alegravam e faziam com que eu me sentisse desperta, ativa, quando, por fim, me dei conta de que não conseguia listá-las em um papel.

Quando olho a minha volta. vejo os livros que, inúmeras vezes, salvaram a minha vida, que me ensinaram a ler, que cresceram e amadureceram comigo. Sinto conforto em saber que eles permanecem aqui, depois de tantas mudanças. Algumas histórias, hoje, enxergo de forma diferente, talvez mais profunda, e ainda consigo entender o que me levou até elas. Alguns dos meus autores favoritos, continuam escrevendo histórias incríveis, mas que já não encaixam na minha historia. Enquanto outros, também queridos, trouxeram opiniões que são impossíveis de ignorar e deixaram uma dor imensa para trás. Mas ainda assim, tudo isso faz parte das minhas lembranças, e não sou capaz de me desapegar de nenhum pedaço dela, porque, assim, estaria deixando uma parte de mim para trás.

Com isso, eu continuo escrevendo na esperança de que a minha mente volte ao trilhos e encontre o caminho para o espeço em que guardei. com carinho, aquilo que mais gostava. Continuo escrevendo dando-lhe tempo para respirar e enfim dizer encontrou o que preciso. Continuo escrevendo porque é assim que somos. Continuo escrevendo porque a alternativa é esquecer.

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