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[Resenha] Quarta Asa, de Rebecca Yarros


Autor: Rebecca Yarros | Editora: Planeta Minotauro | Páginas: 544 | Gênero: Fantasia | Ano de publicação: 2023 | Classificação: +16


Há quanto tempo estou dizendo para mim que esse livro não faz o meu tipo de leitura e que não vale a pena tentar? Essa é a mágica da literatura, você pode escolher um livro totalmente distante do seu gosto literário e acabar descobrindo uma história que preenche o seu coração.

Preciso dizer que Quarta Asa foi o primeiro livro de fantasia, em muito tempo, que me fez mergulhar fundo na história!

Nele vamos conhecer a história da Violet, filha da general Lilith Sorrengail, que foi criada pelo pai para ser uma escriba. Desde muito nova, ela entendeu que era diferente dos irmãos e da mãe, que se tornaram cavaleiros, o que acabou fazendo com que se aproximasse mais do pai que vivia dentro do universo dos escribas.

Após a morte do pai, a general Sorrengail decidiu que a filha seria voluntária na Divisão dos Cavaleiros e Violet foi obrigada a se preparar para enfrentar os desafios que teria pela frente. A Divisão era conhecida por perder muitos voluntários frequentemente, afinal treinar para defender o reino e se unir a um dragão não era uma tarefa fácil. Muitos morriam no caminho e Violet não estava disposta a facilitar as coisas.

Seu primeiro desafio seria enfrentar o Parapeito, uma travessia que define quais serão os sobreviventes que se tornarão os cadetes da Divisão dos Cavaleiros. Como se não fosse o suficiente enfrentar uma queda que com certeza a mataria, Violet precisaria enfrentar os outros alunos da divisão que vão tentar matá-la assim que ela chegar. Sua mãe tinha adquirido muitos inimigos que a tornavam um alvo, assim como o fato de aparentar ser uma pessoa fraca faria com que quisessem eliminá-la para manter apenas os mais fortes na Asa.

Violet precisará enfrentar toda a divisão se quiser se manter viva no percurso.






Eu não vou me aprofundar muito mais na história, porque acredito que se falar mais do que você pode encontrar na sinopse, a tua experiência será diferente. Nesse caso, eu acredito que, quanto menos você souber sobre o enredo, melhor será a tua leitura.

Eu comecei o livro bastante perdida com os nomes dos personagens e, principalmente, com os nomes dos lugares, mas, depois do capítulo 6, fui me acostumando com a história e a leitura passou a ser mais fluida.

De cara, eu já gostei da Violet. Ela é o tipo de personagem que todo mundo pensa ser dispensável e fraca, mas que surpreende quando é colocada à prova. Foi muito interessante ver como a personagem foi crescendo e se desenvolvendo com o passar da história. Disposta a não morrer, ou ao menos não facilitar a sua morte, ela lutou para sobreviver e aprender a ser uma cavaleira. É incrível como um pouco de determinação faz com que a gente supere os nossos limites.

Agora, há um personagem bastante importante na trama que irá acompanhar de perto a nossa protagonista: Xaden Riorson, filho de um dos traidores do Reino e que acabou se tornado o Dirigente da Quarta Asa. Um dos líderes mais habilidosos e poderosos da divisão. Preciso dizer que ele não me enganou em nenhum momento. Enquanto a Violet pensava tudo e mais um pouco sobre ele, para mim ficava na cara que ele tinha muito potencial para ser muito mais do que esperavam. Ele, facilmente, conquistou o meu coração.



O ponto forte da história são os dragões, foi eletrizante. O universo foi muito bem construído e a história traz detalhes que fazem com que a gente se sinta dentro do livro e acompanhando de perto tudo o que está acontecendo. Essa foi a primeira vez que li algo que envolvesse dragões, mas, eu confesso, que fiquei apaixonada por eles. Achei incrível a forma como eles se comunicam com os cavaleiros que escolheram e como estão ligados a eles. Nesse ponto, achei que a história foi muito bem amarrada.

Eu adorei os personagens secundários! Todos carregam um passado difícil e que traz mais profundidade para a história como um todo. Ao decorrer da leitura, vamos conhecendo um pouco sobre cada um dos alunos da divisão que estão minimamente ao redor da Violet. É impossível não se apegar a cada um e torcer por eles. Agora, teve um personagem específico que eu desejei a morte desde o primeiro momento em que apareceu. É surpreendente como ele conseguiu me irritar. Se você já leu ou pretende ler essa história, vai entender bem sobre quem estou falando.

No geral, eu amei a história e favoritei! Mal posso esperar para ler os próximos livros! Eles já estão no meu carrinho da Amazon só esperando para finalizar a compra. Confesso que já estou de olho até nas edições especiais, rs.

Essa história tem tudo para cativar o leitor. Apesar de ser um livro grande, cada pedaço da história foi inserido para agregar ao desenvolvimento e direcionar para como a história irá acabar. Não encontrei nada que pudesse ser retirado sem afetar o desenrolar do enredo. O que, na minha opinião, foi brilhante!

Esse livro é um prato cheio para os amantes de fantasia e todo mundo já sabe. Agora, o que talvez ainda não saibam, é que, mesmo os leitores que não leem livros do gênero, podem se apaixonar pela história! Para quem gosta de um bom suspense, há elementos na história que vão nos deixar curiosos para descobrir o próximo passo. Para quem ama romance, vai acabar descobrindo que aqui nós encontramos um casal que aquece o nosso coração. É uma leitura que flui muito bem e faz o leitor passar as páginas sem nem perceber. Com certeza, o livro que irá te fazer virar a madrugada!

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐💜 

E você? Já leu o livro? O que você achou da história? Conta para mim nos comentários. Vamos jogar conversa fora.


[Resenha] Deixada para trás, de Charlie Donlea


Autor: Charlie Donlea | Editora: Faro Editorial | Páginas: 365 | Gênero: Thriller | Ano de publicação: 2017 | Classificação: +16


Em Deixada para trás, você acompanhará o mistério por trás do desaparecimento de duas jovens no último verão do ensino médio. Uma conseguiu escapar do cativeiro, enquanto, um ano depois, a outra permanece desaparecida.

Megan é uma jovem com um futuro promissor. Uma das melhores alunas da sala, foi responsável por criar um retiro para acolher as alunas recém chegadas ao 1º ano do ensino médio. Seu trabalho foi tão bem recebido que virou referência para outras escolas. Como se não bastasse, ela conseguiu uma vaga para a Universidade de Duke, para o curso de medicina. Megan tem um caminho brilhante pela frente.

Nicole é uma jovem esperta, extrovertida e reativa. Ela não aceita não ter o que pensa merecer. Apesar da fachada de jovem descomprometida com as regras e obstinada, Nicole carrega o peso de ter perdido uma prima quando era mais nova. Uma prima que via como uma irmã e amiga. O desaparecimento da jovem preenchia os seus pensamentos mais obscuros e ninguém falava sobre o assunto em sua casa. Todos apenas ignoravam. Mas como Nicole poderia esquecer?

O país ficou em polvorosa quando Megan conseguiu escapar naquele fatídico dia e parecia ter esquecido da jovem que ainda não retornará. Mas Lívia não deixaria que a história morresse. Lívia é a irmã mais velha de Nicole e está concluindo o curso de especialização para se tornar médica legista. Durante um ano, o peso de não ter ajudado a irmã no momento em que ela mais precisava pairava em seu subconsciente. O remorso ia e vinha em sua mente, mas foi um caso que chegou em sua mesa de autópsia que a fez despertar. Um homem havia sido encontrado boiando na baía de Emerson Bay por dois pescadores e a morte foi inicialmente apontada como suicídio. Mas durante o exame no IML, Lívia descobriu sinais de homicídio. Investigando um pouco mais, ela chegou em uma pista que vinculava o caso com o desaparecimento de sua irmã. O que era para ser mais um caso se tornou a chance de buscar respostas para a dor que consumia a sua família há um ano. E desta vez, Lívia não deixaria passar.




Como sempre, Charlie Donlea mostrou todo o seu talento em criar histórias repletas de reviravoltas e segredos. Quando você menos espera, a resposta aparece à sua frente como algo tão óbvio que chega a ser irritante.

O livro é narrado em primeira pessoa e separado no que está acontecendo no presente e no que antecedeu o momento em que o sequestro ocorreu. No presente, acompanhamos o ponto de vista da Lívia e sua busca por respostas. Já no passado, acompanhamos o ponto de vista dos envolvidos no sequestro. Cada capítulo entrega um surto atrás do outro ao expor detalhes da trama que se desenvolveu.

O autor trouxe a Lívia como uma protagonista forte, obstinada e inteligente, o que tem se mostrado um dos pontos altos em seus livros. As suas protagonistas fogem do estereótipo da garota frágil, dependente e submissa que muitas vezes vemos retratadas no gênero. Os personagens secundários carregam passados que nos fazem refletir sobre as lutas internas que travamos sem que ninguém saiba. Principalmente a Nicole, uma jovem que é vista como fútil e superficial, mas carrega a dor da perda e as consequências do que aconteceu.

Enquanto isso, Megan carrega o fardo de ser, até o momento, a sobrevivente do sequestro. Todos esperam que ela volte aos dias em que brilhava e carregava um futuro desejado por muitos adolescentes. Seus pais não conseguem reparar que ela não é a mesma garota e que ela talvez nunca voltará a ser a filha que eles amavam.

Os protagonistas secundários são bem construídos e carregam histórias que gostaria de ter visto com mais detalhes, mas acho que o autor soube dosar a quantidade certa de informações sobre cada um. Fiquei encantada por personagens que acompanham a Lívia no IML, eles geraram conteúdo para as diversas teorias que criei enquanto lia.




Quanto aos temas abordados, acredito que o autor soube cutucar a ferida nos momentos certos. Nessa história acompanhamos a luta dos adolescentes para se encontrarem e descobrirem quem realmente são. Lidando com disputas de grupos que, na época da escola, são imensamente maiores do que vemos depois que terminamos. Também somos apresentados a pessoas que são obcecadas em acompanhar histórias de sequestros, que criam grupos e discutem sobre os métodos dos criminosos. A obsessão que ultrapassa a fronteira do saudável, e se torna um crime. O autor nos faz questionar até onde podemos ir por algo que nos emociona.

O autor tem um estilo de escrita fluido que faz as páginas passarem sozinhas. É impossível se sentir entediado com suas obras. E isso sempre me surpreende. Apesar dele abordar temas que são pesados e difíceis de lidar, sua escrita é leve e bem desenvolvida. Você consegue se identificar com os personagens facilmente e torcer por eles. Mas não espere por finais previsíveis. Cada último capítulo em seus livros guardam uma surpresa que pode nos emocionar ou chocar, vai depender da teoria que você criou para a história.

Essa história é para todo bom leitor de thriller e suspense, para aquele que gosta de ser surpreendido e até decepcionado ao ver que nada foi como o esperado. É um livro para ler rapidamente e ficar vidrado nas páginas até conseguir terminá-lo.

Eu adorei a leitura! Havia meses que não conseguia terminar uma história. E sei que sempre que pegar um livro do Charlie para ler a ressaca vai embora magicamente.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐💜 

E você? Já leu algum livro do autor? É fã do gênero literário? Conta para mim nos comentários. Vamos jogar conversa fora.



[Resenha] Não Confie em Ninguém, de Charlie Donlea



Autor: Charlie Donlea | Editora: Faro Editorial | Páginas: 352 | Gênero: Thriller | Ano: 2017 | Classificação: +16 | Onde comprar: Amazon

Grace Sebold está presa há dez anos, acusada de ter matado o próprio namorado durante uma viagem em Santa Lúcia. Com a família e amigos reunidos para o casamento de sua amiga Charlotte, os planos foram esquecidos com a tragédia que recaiu sobre o grupo.

Durante os dez anos, Grace não deixou de recorrer à justiça alegando inocência, mas todos os seus pedidos foram negados. Não havia mais nada que seus advogados pudessem fazer. Então, ela decide escrever mais uma carta para a cineasta Sidney. Ela ficou famosa nos Estados Unidos após produzir três documentários sobre pessoas que foram condenadas injustamente, conseguindo libertá-los após provar a inocência de cada um através de evidências irrefutáveis em seus trabalhos. Com expectativa de que Sidney pudesse se interessar pelo seu caso, Grace passou anos escrevendo para ela, contando o que havia acontecido. Em sua última carta, Grace havia dito que ela era sua última esperança de sair da prisão.


Após três documentários de sucesso, Sidney recebia inúmeras cartas de presos e familiares pedindo que ela os ajudasse e desse uma olhada em seus casos. A pilha era imensa e ela tentava ler algumas. Entre as cartas lidas, Sidney sempre encontrava os relatos de Grace Sebold. Ela lembrava do caso da garota. Uma americana presa fora do país por matar o namorando. Ela o havia jogado de um penhasco, de acordo com a promotoria. Mas havia algo naquelas cartas que fazia Sidney sentir que um erro tinha sido cometido e a pessoa errada acabou pagando por um crime que não cometeu.

Sidney queria recontar aquela história, buscar evidências e, quem sabe, provar que Grace Sebold era inocente. Ela só precisaria convencer os homens de terno, responsáveis pelo dinheiro da emissora de TV, de que aquela história tinha potencial para arrecadar muito dinheiro em publicidades. Ela precisaria vender a história de Grace e depois assegurar que o documentário seria um sucesso.



Em Não Confie em Ninguém você vai descobrir que nada é verdade. Trata-se de uma história envolta em camadas de mentiras e quanto mais fundo você chega, mais coisas aparecem.

Eu me surpreendi demais com esse livro! Acho que é um sentimento recorrente nos livros do Charlie Donlea. O autor consegue criar histórias que conquistam a atenção e que são capazes de nos enganar do início ao fim. Nesse livro, o título é o seu melhor conselheiro. Você não deve confiar em uma única alma se quiser chegar ao final da história ileso.

Os personagens são traiçoeiros, manipuladores e estão dispostos a fazer o que for necessário para se proteger. Ter uma pessoa bisbilhotando, cavando uma história que já estava enterrada há anos, é uma péssima ideia e a chance de revelar mais do que o necessário.

Sidney é uma pessoa que busca realizar um trabalho sincero e que possa ajudar aqueles que foram acusados injustamente. Ela é boa no que faz e tem faro para encontrar o que os outros deixaram passar. O fato dela começar a contar a história de Grace, nos faz imaginar que há alguma coisa errada na história, mas resta saber quem está mentindo.

Já a Grace vamos conhecendo através de histórias contadas sobre a sua vida e apresentadas no documentário. Apesar de ser a personagem principal na história que Sidney está contando, ela quase não aparece, já que está presa em outro país. Com isso, não temos muito para decidir se ela é de fato inocente ou não. Tudo o que podemos usar como argumentos são as informações que são descobertas pela Sidney,

Há outros personagens que são próximos de Grace e ganham espaços importantes na história. Dois amigos, os pais e um irmão doente, são os principais defensores dela e continuam acreditando em sua inocência mesmo após os dez anos.

O final me pegou completamente desprevenida. Eu estava lendo no ônibus, na volta do trabalho, e me peguei falando alto, desacreditada do que estava acontecendo. Até o momento, não sei dizer se foi um final que me decepcionou ou se fiquei surpresa com a reviravolta que a história tomou.

Quanto à narrativa, posso dizer que flui com muita facilidade e não há quebras na história. São apresentadas a visão do presente, sob o ponto de vista da Sidney, capítulos que recontam pedaços do que aconteceu na fatídica viagem, e alguns capítulos que contam as cenas que são incluídas no documentário.

A escrita do Charlie é tranquila, direta e coesa. Quando você menos espera, já está próximo ao final da história. Depois de ter lido os livros mais recentes do autor, é fácil perceber que, desde os primeiros livros, ele imprime na história a sua forma de descrever e criar os mistérios que são tão únicos.

No geral, Não Confie em Ninguém é mais uma indicação de thriller para os apaixonados pelo gênero. Leia sabendo que você poderá ser surpreendido a cada novo capítulo e que nada do que é dito pode ser considerado verdade.

Leitura mais do recomendada!

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐💜





[Resenha] Noiva, de Ali Hazelwood


Autor: Ali Hazelwood | Editora: Arqueiro | Páginas: 368 | Gênero: Romance Paranormal | Ano: 2024 | Classificação: +18 | Onde comprar: Amazon


O que você faria ao descobrir que o nome do seu futuro marido é a única pista do desaparecimento de sua melhor (e única) amiga?

Misery é uma vampira que cresceu entre mundos, sem pertencer de fato a nenhum deles. Quando criança foi escolhida para ser a Colateral de seu povo — uma espécie de oferenda/refém para os humanos em um acordo de paz. Dos oito aos dezoito anos de idade, Misery foi aprisionada neste acordo, o qual rendeu diversas tentativas de assassinato.

Sua única alegria era Serena, uma criança humana e órfã, escolhida para fazer companhia para Misery durante esse período. Serena era extrovertida, pronta para conhecer o mundo e aberta a aceitar as diferenças entre elas. Ao longo dos anos, a amizade se transformou em amor entre irmãs — o que era difícil de compreender para Misery, afinal criar laços não faz parte da natureza vampírica.

Ainda assim, esse laço se manteve forte e as duas continuaram juntas, mesmo depois que Misery completou dezoito anos e se viu livre de suas obrigações como Colateral.

Mas tudo muda quando, certo dia, Serena não aparece no compromisso marcado. Preocupada, Misery vai até o apartamento da amiga e encontra o lugar revirado, sem sinal algum da Serena. Tudo o que restou foi o “maldito gato”, que agora seria sua responsabilidade.

Semanas depois, Misery é convocada pelo pai para retornar ao Ninho, o território dos vampiros. Sua relação com ele era praticamente inexistente, o que só causou desconfiança sobre real motivo para a convocação.

Sem escolha, Misery retorna ao Ninho. E, após uma curta reunião com o pai, ela descobre que foi novamente entregue a um acordo político: ela deve se casar com o Alfa dos licanos. Um tratado que prometia um fim às mortes de vampiros. Sendo mais fortes, rápidos e em maior número, os licanos causaram grandes perdas à sua espécie.

Misery estava disposta a recusar a proposta, até ouvir o nome dele. De alguma forma, esse mesmo nome estava escrito em um papel deixado no apartamento de Serena. Era sua única pista em semanas. Parece que Misery iria se casar.



Em seu livro de estreia no gênero romance paranormal, Ali Hazelwood mostrou o por que seus livros estão, constantemente, na lista dos mais vendidos. Se você já teve a oportunidade de se aventurar pelos romances da autora, deve ter percebido a facilidade com que ela cria cenários vívidos e personagens marcantes. E, neste livro, não foi diferente.

Misery é uma protagonista forte e resiliente. Ela cresceu longe da cultura do seu povo e não conhecia alguns de seus costumes. Ao mesmo tempo, ter passado tanto tempo em território humano não fez com que ela fosse aceita por eles. Ela estava sempre em algum lugar, mas sem pertencer a lugar algum.

Fora o seu passado conturbado, Misery é uma gênia da tecnologia. Formada na área, não há nada que ela não seja capaz de fazer. Ela tem um humor ácido e não deixa que passem por cima dela. É muito fácil gostar da personagem.

Lowe, o Alfa dos licanos, é nada menos do que um sonho. Forte o suficiente para tomar o posto de Alfa do seu bando e se mostrou um apoio para Misery. Há muito mistério na relação entre eles, tornando a história envolvente e eletrizante.

Lowe é um homem inteligente e com princípios inegociáveis. Virou o meu queridinho! Eu sou apaixonada pelo Adam (de A Hipótese do Amor), mas, confesso, senti que o Lowe balançou o meu coração e conquistou seu espaço.

Outros personagens secundários também trazem alegria e certa profundidade para a história. Gostei muito da Ana, irmã caçula do Lowe, e de seus assistentes também. Apesar de ser um número bom de personagens, não foi difícil me apegar a eles.

Um ponto que me chamou a atenção foi a forma como a autora criou um cenário político bem desenvolvido, para deixar em segundo plano. As brigas entre as espécies, a busca por territórios e a sede por poder, aparecem em diversos momentos, construindo um mundo à parte.


Gostaria de ter visto mais do mundo dos vampiros e dos licanos. Mas, se levarmos em consideração que a história ocorre em um tempo relativamente curto (cerca de dois meses), faz sentido que a ambientação não tenha sido extensa.

A escrita de Ali Hazelwood é o que torna a história incrível. Seus livros são carregados de bons personagens, mulheres fortes e decididas e nada de homens tóxicos. É fácil desejar um romance de Ali para vida real. Ela consegue aproximar o leitor do mundo que ela criou em poucas páginas. Fica claro que ela tem total domínio do que está escrevendo e que ela quer que o leitor fique preso na história.

Esse é um livro leve, envolvente, com escrita fluida. Quando você menos espera, já está perto do fim. É uma leitura para todos os amantes de um bom romance, com pitadas de aventura, tiradas inteligentes e um casal arrebatador. Eu me surpreendi positivamente e espero, de coração, que você dê uma oportunidade a ele. Essa foi mais uma história favoritada.

Leitura mais do que indicada! Bora favoritar!

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐💜

[Resenha] Teia de Mentiras, de Charlie Donlea


Autor: Charlie Donlea | Editora: Faro Editorial | Páginas: 320 | Gênero: Suspense | Ano: 2025


O tempo está acabando. Será que você consegue descobrir o mistério por trás de um crime antes que seja tarde demais?

Em Teia de Mentiras, nós acompanhamos a trajetória de Ethan Hall, um ex-detetive da Divisão de Investigação Criminal, de Wisconsin, nos Estados Unidos. Ethan desistiu de sua carreira na polícia, voltou para a faculdade e se formou em medicina. Agora, trabalhando em um pronto-socorro, Ethan sente que sua vida finalmente tem um propósito. Mas as coisas estão prestes a mudar, quando ele é convidado a reabrir um caso de desaparecimento, ocorrido em 2015, que nunca foi solucionado.

Um velho amigo, Pete Kramer, pede sua ajuda para colocar um fim à busca da família de Callie Jones, uma jovem de dezessete anos, estrela do vôlei e futura médica. Uma estrela em ascensão e com um futuro perfeito. O pai de Callie, agora governador do Estado, quer reabrir o caso e, enfim, descobrir o que aconteceu com sua filha. Ethan decide aceitar a proposta quando descobre que alguém de seu passado tem informações que trarão respostas sobre o destino de Callie Jones.

Em meio às investigações, Ethan irá esbarrar em um caso que pode ter relação com o desaparecimento de dez anos atrás. Mas, desta vez, o caso ainda está em andamento. O ex-detetive terá a oportunidade de colocar as mãos em uma pista que pode solucionar o caso em tempo de salvar uma vítima. Mas, para isso, Ethan terá que abrir mão do seu passado e confiar nas informações de um assassino.



Faz algum tempo desde a última vez que li um suspense tão envolvente, fluido e perturbador. É difícil descrever a facilidade com que o Charlie Donlea consegue criar histórias surpreendentes e que conquistam a nossa atenção logo nos primeiros capítulos. O autor é um dos meus favoritos e estou sempre pronta para ler suas histórias.

Ethan Hall é um personagem com muita bagagem e gostei de ver que o autor soube explorar isso. Características como o seu histórico como detetive e passado do próprio pai deram vida ao personagem, e fizeram com que eu me sentisse próxima dele. É muito fácil torcer e ter empatia pelo Ethan.

Também gostei que o autor aborda temas pesados e que ainda são vistos com certo preconceito pela sociedade de forma leve, mas bem fundamentada. Você consegue perceber que houve o cuidado de expor determinados assuntos com argumentos válidos e que abrem espaço para reflexão.

Uma das características mais marcantes do autor é sua facilidade em criar uma rede de informações que se interligam de forma inesperada e nos momentos mais improváveis. Em Teia de Mentiras não foi diferente (como o próprio nome do livro já indica).




O livro termina bem amarrado, mas com possibilidades (grandes) de continuação. Se for o caso, seria o primeiro livro do autor que, abertamente, deixa indícios de que haverá uma sequência. O que, no meu ponto de vista, seria incrível! Apesar de os livros do Charlie terem referências de livros anteriores (pequenas passagens para relembrar personagens queridos), seria interessante ver como o autor se sairia em uma série, trilogia ou mesmo uma duologia. Quem sabe, vem aí?!

Gostaria de ter visto mais sobre alguns personagens secundários que fizeram diferença na história. Não vou citá-los para evitar spoilers, mas acredito que, se você ler este livro, também terá essa impressão. Não que isso tenha afetado a história de alguma forma, mas acredito que enriqueceria ainda mais o enredo, nos dando a chance de entender melhor como alguns coisas aconteceram.

No geral, Teia de Mentiras é um livro surpreendente, com temas atuais e que farão o leitor questionar a sua visão da sociedade. É o tipo de leitura para amantes de um bom thriller e suspense psicológico. Apenas recomendo que você se prepare para o que está por vir e seja feliz com essa leitura!

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐💜





[Resenha] O Exorcismo da Minha Melhor Amiga, Grady Hendrix


O que você faria para livrar a sua melhor amiga de um demônio?

Foi em sua festa de dez anos que Abby ganhou sua primeira melhor amiga. Gretchen foi a única colega de classe a comparecer em sua festa de aniversário. Abby estava quase desistindo quando a garota chegou. Como se tudo se encaixasse, a amizade entre elas cresceu rapidamente.

Seis anos depois, já no ensino médio, Abby e Gretchen fortaleceram ainda mais sua amizade, mas um evento traumático colocará essa amizade em prova. Durante um final de semana com um grupo de amigas, Gretchen pula no lago e desaparece. Enquanto busca pela amiga, Abby acaba parando em uma construção abandonada na floresta que cerca o lago. O lugar parece terrivelmente assustador e a jovem tem a sensação de ser observada, quando algo chama por ela dentro da construção. Apavorada, Abby foge do lugar e vai ao encontro das outras amigas.

Ao nascer do Sol, elas voltam a procurar Gretchen na floresta. Quando estão perto da construção novamente, encontram a garota com medo, sem roupas e desorientada. Ela não consegue explicar o que aconteceu, mas Abby sabe que havia algo naquela floresta na noite anterior e alguma aconteceu com Gretchen. Algo que a garota não quer contar.

Dias após o incidente, Gretchen não é mais a mesma. Ela não toma banho, não parece trocar de roupas e escovar os dentes. Seu rosto, antes bem cuidado, estava oleoso e com espinhas. Ela não participava das aulas como antes e quase não falava. Por mais que Abby insistisse, Gretchen não contava o que estava acontecendo.

Abby começa a investigar para entender o que aconteceu com Gretchen naquela noite que a transformou em alguém totalmente desconhecido para ela. Coisas inexplicáveis acontecem e a única teoria improvável que ainda resta é a de que Gretchen foi possuída por algum demônio. Mas quem acreditaria em Abby? Não importa o que tivesse acontecido, Gretchen era sua melhor amiga e Abby não desistiria dela em hipótese alguma.

Esse livro foi a leitura coletiva do Clube do Livro Sweet Daisy e me surpreendi demais com a história, principalmente por não ser o meu tipo de leitura favorito. Quando vi que tratava-se de um livro de terror, fiquei com um pé atrás e já comecei sem muitas expectativas. De maneira surpreendente, acabei com uma história bem humorada e um terror mais leve do que imaginei.

A história começa trazendo um sentimento de nostalgia ao descrever cenas corriqueiras da década de 80. Abby e Gretchen são pessoas completamente opostas, desde os gostos e atitudes até a classe social. Os pais de Abby tinham bons empregos, mas com os anos perderam tudo. A mãe de Abby mal podia sustentá-los e seu pai não conseguia encontrar um emprego. Enquanto isso, Gretchen morava em uma bela casa, com pais financeiramente estáveis e que controlavam cada passo da filha. Nesse ponto, acho que a história traz, discretamente, críticas às diferenças de classes sociais.

A força da amizade entre as protagonistas, sem sombra de dúvida, é o foco principal da história. Tudo acontece sob o ponto de vista da Abby, então não podemos ver muito sobre os sentimentos da Gretchen, mas fiquei com a impressão da Abby depender muito mais da relação entre elas do que a Gretchen e isso me incomodou um pouco.

O exorcismo da minha melhor amiga” é uma história com dramas adolescentes, na década de 80, com toque de suspense, terror e humor. A história caminha de forma lenta até a metade do livro. Nesse ponto as coisas começam a ganhar forma e prender a atenção do leitor com maior facilidade.

No geral, foi uma leitura que me tirou da zona de conforto e, ao fim, me surpreendeu. Essa pode ser uma boa leitura para quem deseja se aventurar pelo terror, sem grandes sustos, nesse Halloween.








[Resenha] Amêndoas, de Won-pyung Sohn


Sinto que encontrei um novo livro favorito para vida. Confesso que já não me recordo como cheguei até essa leitura, tenho a vaga lembrança de ter sido relacionado com o outro livro que li e gostei muito, enquanto procurava por algo semelhante na internet. Mas isso não é importante agora. Quero dizer que eu terminei esse livro com um misto de emoções, todas positivas, é claro.

“Amêndoas” ganhou destaque após ser indicado por um dos membros do famoso grupo de kpop, BTS. Não me considero fã do grupo, mas gosto bastante de algumas músicas e fiquei curiosa ao saber da indicação.

O livro apresenta a história do pequeno Yunjae, um garoto que desde muito cedo foi diagnosticado com uma doença rara, chamada alexitimia, que o impede de identificar e expressar sentimentos. Seja a felicidade, a tristeza, a empatia ou mesmo o amor, nada disso era percebido por ele. Sua mãe tinha medo que ele fosse visto com um monstro e que sofresse pelo fato de outras pessoas não entenderem a sua condição, por isso, ela tentava ensiná-lo a perceber como os outros se sentiam e como ele deveria se sentir em determinadas situações. Ela espalhou palavras pelo apartamento em que moravam e o fazia praticar os sentimentos mais simples a fim de prepará-lo para o mundo.

Mas, por algum motivo, minhas amêndoas não parecem funcionar direito. Não se iluminam quando estimuladas. Então não sei por que as pessoas riem ou choram. Alegria, tristeza, amor, medo — todas essas coisas são ideias vagas para mim. As palavras "emoção" e "empatia" são apenas letras sem sentido impresas em papel.

Aos 15 anos, Yunjae não tem amigos, é visto como um garoto esquisito na escola e sofre com o bullying constantemente. Ele não poderia se importar menos, porque não consegue interpretar as ofensas que recebe. Mas, dentro da bolha criada para protegê-lo, sua vida é tranquila, vivendo com a mãe e a avó, em cima do sebo que sua mãe administra.

Para comemorar seu aniversário de 16 anos, sua pequena família sai para jantar. O que deveria ser uma noite alegre, vira o mundo de Yunjae de cabeça para baixo. Uma tragédia faz com que Yunjae fique sozinho pela primeira vez em sua vida. Agora, ele precisará lidar com sua doença e enfrentar as dificuldades para conhecer pessoas novas.

— Pais começam com grandes expectativas para seus filhos. Mas, quando as coisas não acontecem como o esperado, só querem que seus filhos sejam pessoas comuns, supondo que isso é simples. Mas, rapazinho, ser uma pessoa comum é a coisa mais difícil de se conseguir.



“Amêndoas” é escrito em capítulos bem curtinhos, que tornam a leitura leve e fluída. No decorrer das páginas, vamos percebendo o crescimento do jovem Yunjae e o quanto ele amadureceu. Ao se ver sozinho, ele começa a demonstrar interesse ou curiosidade em conhecer outras pessoas. É assim que ele acaba criando uma amizade com o Gon, um jovem que tem uma história conturbada e que acaba chocando com a vida do nosso Yunjae. Ele também é um garoto visto como esquisito e, às vezes, um monstro. Também por uma tragédia, Gon não pode viver a infância como tinha direito. Isso o privou de muitas coisas e o tornou um criança revoltada, com a intenção de se proteger do mundo.

Em meio a um cenário estranho, Yunjae e Gon criam um laço inesperado e tornam-se amigos. Essa amizade vai ajudar o Yunjae a aprender e entender sobre os sentimentos, ao mesmo tempo, ajudará o Gon a perceber que ele é muito mais do que cresceu acreditando que fosse.

Pegando emprestado a descrição de Vovó, uma livraria é um lugar densamente populado por dezenas de milhares de autores, mortos ou vivos, morando lado a lado. Mas livros são silenciosos. Eles permanecem em silêncio até que alguém folheie uma página. Somente aí deságuam suas histórias, calma e completamentes, sem nunca ir além do que eu posso aguentar por vez.

Uma curiosidade sobre o título do livro é que a doença do Yunjae é relacionada ao tamanho de uma parte do cérebro chamada de amígdalas. O Yunjae a chama de amêndoas, por conta da semelhança entre elas.

A história é simples, mas ao mesmo tempo é carregada de reflexões e autoconhecimento. Apesar da narrativa ser pelo ponto de vista do Yunjae, um garoto que acaba de completar 16 anos, traz um peso enorme para a leitura. É fácil perceber que ele foi muito protegido durante toda a sua vida, mas, quando se viu sozinho, foi capaz de escolher o próprio caminho.

Esse é o tipo de livro que as páginas vão passando sem que você perceba e, no fim, ficamos com uma sensação de conforto e felicidade. A diagramação, também, é maravilhosa e torna a leitura bastante fluída. Não há muito mais o que dizer sem deixar alguns spoilers por aqui. Tudo o que posso pedir é que deem uma chance para essa história e aproveitem cada pedacinho dela.


Até o próximo post! 😄

[Resenha] De Sangue e Ossos, de Nora Roberts


Lana Bingham conseguiu fugir e salvar a filha, que ainda estava sem sua barriga. Desde sua concepção, Lana tinha visto e sentido que a criança viria com poder e o destino para mudar o mundo. Na época, ela e Max Fallon não sabiam o que estava for vir. A Catástrofe. O mundo sucumbiu a doença que ninguém conseguia conter. Em um espaço de tempo extremamente curto, mais de dois bilhões de pessoas morreram. Enquanto isso, algumas pessoas tiveram a magia dentro de si aflorada, como se a tragédia viesse para mostrar quem eles realmente eram. Houve quem se descobriu bruxa, fada, elfo, metamorfo e tantos outros seres mágicos.

Aqueles que ficaram imunes a doença, viveram o caos que o mundo se tornou. Surgiram grupos de Rapinantes, saqueadores e caçadores de recompensas; os Incomuns, como foram denominados aqueles que descobriram a magia dentro de si; e os Guerreiros da Pureza, um grupo de fanáticos que queria purificar a humanidade e extinguir a magia.

A escuridão reinava e Lana fez o que precisava ser feito para salvar sua filha.

Treze anos depois, chegou o momento de Fallon Swift começar a seguir o seu destino. Filha de Lana Bingham e Max Fallon, cresceu sabendo do fardo que carregava. Seu pai havia se sacrificado para proteger a mulher que amava e a filha. Sua mãe, fez o restante do trabalho, mantendo-a viva e segura por todos esses anos. Agora, ela teria que partir.

Junto ao feiticeiro Mallick, Fallon irá para longe de sua família em busca de conhecimento e treinamento. Seu professor teria muito trabalho pela frente, afinal, ela ainda era muito nova e, mesmo com os ensinamentos que recebera em casa, sua visão do mundo e da magia eram bastantes limitados. Mas este sempre fora o destino de Mallick. Séculos atrás, ele foi convocado para essa missão e prometeu lealdade a Escolhida muito antes do seu nascimento. Fallon carregava a luz dentro dela, não seria difícil aprender a usá-la.


Eu demorei para terminá-la, mas chegou a hora de falar sobre essa história. Não me entenda mal, porque o livro não é ruim. Eu já falei um pouco sobre isso no post anterior, mas eu tive dificuldade para conseguir ler nos últimos três meses e essa história acabou ficando para trás. No entanto, senti que era hora de sentar e terminá-la.

Neste segundo livro, a história começa mais devagar, afinal, é preciso relembrar os acontecimentos do primeiro livro (o que não foi pouco) e como as coisas chegaram até ali. Confesso que havia esquecido de alguns detalhes da história quando comecei a ler, mas logo as coisas foram se encaixando.

Fallon é uma garota com o peso do mundo em suas costas. Antes mesmo de nascer, o seu destino foi traçado e todos esperam pela hora em que ela empunharia a espada e o escudo para lutar contra a escuridão que dominava a Terra. Sua mãe não escondeu nada sobre isso, pelo contrário, ela deixava claro que a escolha era dela. Se Fallon decidisse não fazer nada, todos a apoiariam. Tudo o que ela mais queria era ficar na fazenda, com sua mãe, os irmãos e com o homem que a criou como filha. Mas a garota sabia que não poderia desistir.

Às vezes, me pegava impaciente com as atitudes da Fallon, até me lembrar que ela tinha apenas treze anos e era uma atitude esperada para a idade. E Mallick, o feiticeiro, também não se deixava esquecer. Eu confesso que me apeguei demais a ele. Mallick é o típico professor durão, mas que, com a convivência com Fallon, passou a ter carinho pela menina.

A história é constante até os capítulos finais, onde a emoção e o gancho para o último livro aparecem. O enredo mantém o foco no tempo em que Fallon precisa para crescer e aprender, no quanto ela vai amadurecendo no processo e ganhando confiança. Os seres mágicos que surgem no caminho são um bônus muito bem-vindo. É divertido ver a relação de Fallon com Mick, um elfo irritante e um grande amigo.


Acabei a história com a impressão de que a autora guardou a cereja do bolo para o último livro. Tanto o Ano Um como De Sangue e Ossos, são livros incríveis que te levam por um mundo destruído e batalhas mágicas. Para aqueles que gostam de distopias, com toque de fantasia, essa trilogia conquista pela excelente escrita da autora. Ela sabe como conduzir a história sem deixar aquele marasmo que te faz pensar que o autor está apenas ganhando tempo para chegar ao clímax. Todos os detalhes incluídos na história foram importantes para entendermos o que virá o capítulo seguinte.

Por isso, acredito que o terceiro livro, Ascensão da Magia, virá para presentear aqueles que chegaram até ali. Para os leitores que acompanharam até o fim. O que coincide com o título do livro.

Estou bastante animada para o desfecho dessa trilogia! Apesar de preferir ler histórias de um único livro, eu gosto muito da Nora Roberts e tenho certeza de que gostarei dessa trilogia também.