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[Resenha] O Código Da Vinci, de Dan Brown


Acabei comprando esse livro na última Bienal aqui em São Paulo e desde então fui adiando a leitura com receio do que iria encontrar. O único livro que eu conhecia do autor até então era o “Origem” (a resenha dele já foi publicada no blog, corre lá) publicado em 2017, também pela Editora Arqueiro. Mas a leitura acabou me decepcionando um pouco. Depois de ter lido tantos comentários positivos sobre os livros do Dan Brown, já estava cheia de expectativas para começar a ler o seu novo livro. Mas dentre alguns detalhes que ficaram soltos na história, o que mais me incomodou foram as descrições longas que ele foi espalhando pelo livro. A história acabava ficando de lado para que ele pudesse descrever a cena. O que nem sempre é ruim, muitas vezes ajuda o leitor a se sentir presente, mas nesse caso acabou tornando a leitura lenta. O que também foi um dos motivos para eu ter comprado essa edição especifica do livro “O Código Da Vinci”. Essa edição foi pensada nos leitores mais jovens e traz uma linguagem mais acessível, além de contar com imagens e novos dados sobre história.

Robert Langdon é um famoso professor de simbologia americano e está na França para apresentar o seu trabalho em uma das universidades do país. Já passava da meia noite quando é acordado pelo recepcionista do hotel. A notícia não era boa. O curador do Louvre foi assassinato dentro do museu. O corpo foi encontrado na Grande Galeria, em uma posição que lembrava O Homem Vitruviano, um dos mais famosos trabalhos de Da Vinci. Junto, trazia uma mensagem enigmática que envolvia Robert Langdon. Curiosamente, há algumas semanas, a secretária do curador havia entrado em contato com Robert para marcar um encontro com ele durante a visita que ele faria a Paris. O encontro aconteceria exatamente naquela noite, mas Jacques Saunière não apareceu. Logo, Bezu Fache da DCPJ (o que pode ser considerado como o FBI da França) viu Robert como o principal suspeito e faria o que fosse necessário para que ele confessasse o crime.

13-3-2-21-1-1-8-5 Ó, demônio draconiano! Óh, santa falsa PS: Encontre Robert Langdon



Robert guardava um profundo respeito por Jacques Saunière. O curador do Louvre tinha um extenso conhecimento pela arte, principalmente pelas obras de Leonardo Da Vinci. Não poderia ser coincidência que mesmo em sua morte, Saunière tentasse reproduzir uma de suas obras mais conhecidas. Por que ele envolveria Robert nisso? Bezu Fache acreditava que a vítima conhecia o seu assassino, mas também esperava que Robert pudesse esclarecer os códigos e símbolos que estavam na cena do crime. Estava claro que Saunière tinha feito tudo depois de ter sido atingido por um tiro, mas não seria mais simples deixar apenas o nome do seu assassino? Nesse momento, Sophie Neveu, uma decifradora do Departamento de Criptologia, chega a Grande Galeria e diz ter encontrado a resposta para o código.

A partir desde ponto, a história começa a se desenrolar. Robert e Sophie viram fugitivos da polícia e precisam descobrir o que Jacques Saunière queria dizer a eles. Logo novos fatos são adicionados ao mistério e iremos descobrir mais sobre o Priorado de Sião, uma sociedade secreta ligada aos Cavaleiros Templários, seus grão-mestres e os segredos que eles protegem há séculos. Robert e Sophie saem em busca das pistas deixadas pelo curador. Como em um jogo de detetive, Jacques Saunière foi deixando pistas que sempre levavam a um mistério seguinte. O que estaria esperando por eles no final desse jogo era difícil saber, mas Langdon desconfiava que fosse a resposta para um dos maiores segredos da humanidade. E se estivesse certo, o que ele faria com o que estava prestes a descobrir?

(...) a história é sempre escrita pelos vencedores. Quando duas culturas entram em conflito, o perdedor é obliterado, e o vencedor escreve a história... livros que glorificam sua própria causa.




Uma história cheia de mistérios, reviravoltas e enigmas. Em alguns momentos eu quis muito que o Robert Langdon tivesse um choque de realidade, porque por vezes eles se deixava iludir por coisas muito óbvias e que qualquer leitor desconfiaria logo de cara. Ainda assim, a inteligência e o conhecimento do personagem contagiam. É fácil torcer por ele. Assim como Sophie Neveu, que também é uma peça importante para a história. Ela também trás bastante conhecimento para o mistério que estão tentando desvendar. Sophie foi criada para entender as pistas de Saunière quando chegasse o momento.

O autor vai conduzindo o leitor para que ele enxergue apenas o que ele deseja e logo as primeiras páginas já apresentam algumas pistas do que irá acontecer no final do livro, mas se não forem percebidas da forma correta irão iludir o leitor até o último capítulo. Com uma escrita fluída, o autor conquistando o leitor e mostrando um pouco de um dos maiores gênios da história da humanidade: Leonardo Da Vinci. Assim como no livro Origem, O Código da Vinci traz duras críticas a Igreja e atitudes tomadas por ela ao longo de um importante período da história.




O final foi surpreendente e me deixou bastante satisfeita, condiz com o que foi apresentado desde o principio. Todos os personagens são muito bem construídos e são importantes para entender o desfecho da história. A edição da Editora Arqueiro é simples, mas muito bem feita. É um livro que traz mais do que um romance. O Código Da Vinci é uma ótima dica para quem adora um bom suspense, quebra-cabeças e história.

Comentários

  1. Olá, Michelly.
    Eu li a edição normal e na época do lançamento e adorei o estilo do autor. Mas meu favorito dele é Anjos e Demônios. Na época o livro deu a maior falação porque a Igreja proibiu dai já viu né hehe.

    Prefácio

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    Respostas
    1. Olha, eu realmente não entendo algumas coisas. Só o fato de tentarem proibir já chama mais a atenção para o que eles querem censurar...

      Beijos

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