Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Conan Doyle

A Volta de Sherlock Holmes (Conan Doyle)



Não é novidade para quem acompanha o blog há mais tempo, que eu sou apaixonada pela série do maior detetive da ficção: Sherlock Holmes. Bom, depois do final do último livro (resenha aqui) era impossível não ficar ansiosa para ler a continuação.

Desde já adianto que “A Volta de Sherlock Holmes” não decepciona em nada. Além da narrativa extremamente cativante, traz casos surpreendentes e ao mesmo tempo com detalhes triviais que deixam o leitor a cada página mais ansioso. Não pelo desfecho, mas com o desenrolar da história. Já disse algumas vezes, nessa obra o importante é o desenvolvimento de cada caso e não a conclusão. O final chega de forma tão simples quando se acompanha toda a forma de pensar do famoso detetive e seu companheiro.

Essa é a terceira edição de nove publicados pela editora ZAHAR. Ele traz 13 contos inéditos na sequência em que foram publicados na Strand Magazine entre 1903 e 1904, após o Grande Hiato. O primeiro caso é “A Casa Vazia”. Talvez esse tenha sido o conto mais esperado de todo o Cânone, já que no último caso escrito por Arthur Conan Doyle e publicado em 1893 (“O problema final”) levava a morte de Sherlock.




Toda a história por trás de “A casa Vazia” acontece ao redor do assassinato de Ronald Adair, filho de um oficial australiano e que não possuía inimigos. Nada levava a imaginar que a morte do rapaz tinha sido consequência de um roubo. A porta do escritório estava trancada por dentro, não houve sinais de arrombamento e a única janela que estava aberta ficava a uma considerável altura, o que tornava impossível que alguém tivesse entrado por ela. Somando todos os detalhes não existia nenhuma pista certa do que poderia ter causado sua morte.
Há árvores Watson que crescem até certa altura, e então subitamente desenvolvem um feia excentricidade. Você verá isso muitas vezes no ser humano.
Todos os casos são narrados pelo Watson e possuem características únicas que deixam o leitor sempre curioso e ansioso pela próxima página. Isso é o que me chama a atenção nessa série, a narrativa é construída para aproximar o leitor da história. O que deixa a leitura muito gostosa e rápida. Vale muito a pena ler.

O que eu li: Memórias de Sherlock Holmes



Memórias de Sherlock Holmes é o quarta publicação da série escrita por Sir Conan Doyle. Esse livro traz façanhas vividas pelo notório detetive e seu fiel companheiro, na sequência em que foram originalmente publicados na Strand Magazine entre 1892 e 1893.

Como eu disse na resenha sobre o segundo livro da série, Holmes agora encontra-se morando sozinho no velho apartamento da Baker Street. Ainda assim, Watson continua participando (não com a mesma frequência de antes) dos casos que chegam as mãos do detetive.

Entre os onze contos desta publicação estão o "O Estrela de Prata", "O ritual Musgrave" e "O Problema Final". O primeiro mostra Holmes e Watson investigando o sumiço do cavalo favorito de um grande torneio do turfe. Eu gosto muito do jeito que este caso foi descrito. Há tantas desfechos possíveis, mas quando você acompanha a linha de raciocínio de Sherlock Holmes tudo parece tão simples (até mesmo trivial). O que acaba tornando a história ainda mais incrível.

"O ritual Musgrave", relata um dos primeiros casos vividos pelo detetive. Um amigo da faculdade, afetado pela morte do pai, procura por Holmes para descobrir o motivo do desaparecimento de seu mordomo que, antes de este desaparecer, foi pego mexendo em uma gaveta do escritório da família, de onde tirou um documento que, até então, não tinha nenhuma importância. É um dos poucos casos que relatam a juventude de Holmes e traz um desfecho impressionante.

Agora "O problema final" que, na minha opinião, é um dos melhores (para não dizer o melhor) caso criados por Sir Conan Doyle. Este conto é o ápice da carreira de Sherlock Holmes. Depois de se tornar conhecido em todos os cantos do mundo pelo seu excepcional trabalho, Holmes arrisca tudo contra o seu maior inimigo. O único à sua altura, com raciocínio notável e inteligência singular: Professor Moriarty, o "Napoleão do crime organizado", que se empenha em acabar com a carreira de Holmes. Um final triste e que causou grande comoção (e até mesmo revolta) entre os leitores da série. O que fez com que Conan Doyle repensasse no destino que ele havia dado ao mais famoso detetive da ficção.
Se lhe escrevo estas poucas linhas, devo-o à cortesia do sr. Moriarty, que, muito delicadamente, me espera para a discussão final das questões que existem entre nós. (...) Já tratei de tudo o que diz respeito às minhas posses, que deixei a meu irmão Mycroft antes de partir da Inglaterra. Transmita, por favor, meus cumprimentos à Sra. Watson, e creia em mim, para sempre, meu caro amigo.
Muito sinceramente seu,
Sherlock Holmes.


Uma leitura leve e como sempre digo sobre a série, muito bem escrita. Tudo bem. Eu sou um tanto suspeita para falar sobre, já que essa é de longe a minha série favorita. Mas eu gosto muito da narrativa do Conan, além de ele sempre dar um toque singular para cada conto.

O que eu li: Sherlock Holmes – O Signo dos Quatro

Sherlock Holmes – O Signo dos Quatro
Autor: Arthur Conan Doyle 
Editora: Scipione 
Número de páginas: 96
Nesse livro, o mais famoso detetive da história da literatura universal, Sherlock Holmes, tem um novo mistério para desvendar: quem matou Bartolomeu Sholto e levou o tesouro de Agra? Ao lado do dr. Watson, seu parceiro de investigação, Sherlock Holmes mais vez uma dará ao leitor uma amostra de astúcia e brilhantismo ao desvendar o caso.

O signo dos quatro é o segundo livro da série Sherlock Holmes, escrita por Sir Arthur Conan Doyle. Originalmente, lançada pela Lippincott’s Magazine me 1890. Nele encontramos o caso de uma jovem – Mary Morstan – atormentada pelo estranho desaparecimento do seu pai há dez anos. A fim de resolver o mistério que a rondava, Mary pede pelos serviços de Holmes e do seu fiel assistente Dr. Watson. O que ninguém poderia imaginar é que um caso com características triviais trouxesse uma história cercada por personagens misteriosos, como: um homem com perna de pau, um pigmeu, um grande tesouro de Agra e uma perigosa perseguição pelo rio Tâmisa.

O livro mostra um detetive não mais inexperiente como no primeiro livro da série: Um estudo em vermelho. Holmes demonstra, mais uma vez, a sua incrível capacidade de raciocínio e o seus instintos extremamente apurados, mas sem deixar Watson esquecido. Também podemos ver o maior detetive da ficção deprimido e abusando das drogas.

Sou o único detetive particular consultor - esclareceu. - Sou o mais alto e supremo tribunal de apelação no campo da investigação criminal. Quando Gregson, Lestrade ou Athelney Jones fracassam - o que, aliás, sucede com frequência - é a mim que vêm procurar. Examino os casos como um técnico e emito minha opinião de especialista. Não procuro reconhecimento oficial nesses trabalhos. Meu nome não aparece em nenhum jornal. Minha maior recompensa está no próprio trabalho, no prazer de achar um terreno propício para exercitar minhas faculdades pessoais.
Arthur Conan segue a mesma estrutura do livro anterior. A primeira parte do livro é conduzida por Holmes, que desvenda todo caso. Enquanto a segunda parte, o autor dedica para contar a história do assassino.

É um livro com uma história envolvente e muito bem elaborada. Também possuí uma narrativa leve, sem deixar de expor nenhum detalhe do crime, e traz um desfecho impressionante.

O que eu li: As Aventuras de Sherlock Holmes

As aventuras de Sherlock Holmes
Autor: Arthur Conan Doyle
Editora: Zahar
Páginas: 415
Edição: 1 / 2011
O primeiro volume da famosa série Sherlock Holmes reúne os doze primeiros contos de Holmes, publicados originalmente entre julho de 1891 e junho de 1892 na revista britânica Strand Magazine. Entre estes estão as histórias mais conhecidas do mestre de Baker Street, como “A Liga dos Cabeças Vermelhas”, “Escândalo na Boêmia” e “A banda malhada”.

O livro As aventuras de Sherlock Holmes é a terceira publicação da série criada por Arthur Conan Doyle. Lançado originalmente em 1892, o livro conta com doze histórias do maior detetive da literatura policial. Nesta edição você vai encontrar desde casos com características únicas e misteriosas até casos triviais, mas que também não deixam de possuir os seus enigmas. Como eu não consigo escrever nada muito simples e também conta o fato de serem tantos casos, eu vou descrever apenas dois. Os que me chamaram mais a atenção. Apesar de que em minha opinião, todos são importantes e possuem certa característica que, ainda que seja muito singular, os tornam únicos e extraordinários. Enfim.

O primeiro conto: Escândalo na Boêmia. Depois de se envolver com a jovem Irene Adler, o rei da Boêmia – Wilhelm Gottesreich Sigismond von Ormstein –, que está prestes a se casar, sente-se ameaçado por uma carta de Irene. Nela a jovem afirma ter uma foto de ambos que será divulgada se o rei anunciar publicamente o seu noivado. E depois de várias tentativas falhas para tentar reaver a foto, o rei procura por Sherlock Holmes.

A história segue por diversas investigações do detetive. Mas ainda que pareça um caso banal, o final certamente frustra todas as expectativas do leitor, mas também surpreende a todos. Claro que eu não irei contar, mas saibam que foi uma surpresa e, por que não dizer, um golpe para Holmes.

O próximo conto: O Carbúnculo Azul. De fato, esse foi um dos contos que mais me surpreenderam neste livro, por parecer um caso sem grande valor (o que nunca acontece nas histórias de Sherlock Holmes). Mas como já dizia Holmes: Nada é mais enganoso que um fato óbvio.

Tudo começa com um pequeno incidente (muito esquisito, diga se passagem). Peterson, um homem muito honesto, estava voltando para sua casa na manhã do dia de Natal, quando se depara com um homem que trazia um ganso branco sobre o ombro. Instantes depois, começa uma briga e Peterson corre para ajudar o sujeito, mas ao ver Peterson correndo em sua direção, ele sai em disparada deixando para trás o ganso e um chapéu maltratado. Na tentativa de encontrar o dono e devolver os seus pertences, Peterson procura por Holmes.

Um tanto sem graça a história até agora não? Mas eis a surpresa. Enquanto Holmes contava todo o caso ao Dr. Watson, Peterson entra desesperado pela sala com um objeto que fora achado no papo do ganso: o Carbúnculo Azul. Uma pedra preciosa que fora roubada da condessa Morcar. E aqui começa todo o mistério de como a pedra foi roubada do estojo de joias da condessa e, claro, quem o teria feito.

Com certeza o final foi uma surpresa. Aliás, é o que eu mais gosto nas histórias do Sherlock Holmes: nada é comum. Ainda que os detalhes pareçam extremamente triviais, você não é capaz de imaginar o que pode acontecer. E o que é ainda melhor, é a forma como Holmes resolve os casos. É brilhante. Cada história tem algo que instiga o leitor a continuar lendo e fantasiando o final de cada conto.

 

Eu pulei o segundo livro da série. Mas como eu tinha dito que faria resenha de todos os livros, então a próxima resenha da série será sobre O Signo dos Quatro. :)

O que eu li: Sherlock Holmes – Um estudo em vermelho

Sherlock Holmes – Um estudo em vermelho
Autor: Arthur Conan Doyle
Ano de Lançamento: 2009
Número de páginas: 232
Editora: ZAHAR
O cadáver de um homem, nenhuma razão para o crime. É a primeira investigação de Sherlock Holmes, que fareja o assassino como um “cão de caça”. Lamentava-se de que “não há mais crimes nem criminosos nos nossos dias”, quando, nesse instante, recebe uma carta a pedir a sua ajuda. Sherlock Holmes não resiste ao apelo, mas sabe que o mérito irá sempre para a Polícia.


Sherlock Holmes: Um Estudo em Vermelho é o primeiro livro que dá início a toda a história de um brilhante detetive – Sherlock – e (sem esquecer é claro) do seu fiel escudeiro – Doutor Watson. 

A história do maior detetive da ficção surgiu em Novembro de 1887, editado e publicado originalmente pela revista Beeton's Christmas Annual. Hoje, Sherlock Holmes é um dos personagens mais famosos da ficção por sua habilidade para desvendar crimes aparentemente insolúveis. 

Um Estudo em Vermelho relata a primeira aparição de Holmes e o momento que conhece o Dr. Watson, que se torna o seu parceiro de aventuras. 

Dr. Watson é um médico, formado pela Universidade de Londres. Terminando os estudos, foi designado para o Quinto Regimento de Fuzileiros do Northumberland, como cirurgião assistente. Ferido durante a guerra no Afeganistão foi despachado para a Inglaterra. Desembarcou um mês depois no cais de Portsmouth, com a saúde irremediavelmente arruinada, mas com a permissão para passar os próximos nove meses tentando melhorá-la. Depois de algum tempo vivendo em um hotel e gastando mais dinheiro do que tinha, Watson decidiu que precisava mudar o seu estilo de vida. Nesse mesmo dia ele conhece Sherlock Homes, um jovem peculiar, que trabalha no laboratório químico do hospital e que está em busca de alguém que possa dividir um apartamento.
"Considero o cérebro do homem como sendo inicialmente um sótão vazio, que se deve mobiliar conforme se tenha resolvido. Um tolo atulha-o com quanto traste vai encontrando à mão, de maneira que os conhecimentos de alguma utilidade para ele ficam soterrados ou, na melhor das hipóteses, tão escondidos entre as demais coisas que lhe é difícil alcançá-los. Um trabalhador especializado, no entanto, é muito cuidadoso com o que leva para o sótão da sua cabeça. Não quererá mais nada além dos instrumentos que possam ajudar o seu trabalho; destes é que possui uma larga provisão, e todos na mais perfeita ordem. É um erro pensar que o dito quartinho tem paredes elásticas e pode ser distendido à vontade. Segundo as suas dimensões, há sempre um momento em que para cada nova entrada de um conhecimento a gente esquece alguma coisa que sabia antes."
Após de eles estarem devidamente instalados, o interesse de Watson em desvendar o seu companheiro cresce. Holmes possuí habilidades incríveis e curiosas, ninguém sabe o propósito de seus estudos.  Ele não possuí conhecimentos em diversas áreas como literatura, filosofia e política. No entanto tem profundos conhecimentos em química, anatomia, violino e em esportes como esgrima, boxes e bastão.
 “Evidentemente, a convivência com Holmes não era difícil. Ele tinha hábitos tranquilos e regulares. Era raro vê-lo em pé depois das dez horas da noite, e invariavelmente já havia feito o seu desjejum e saído quando eu me levantava de manhã. Às vezes passava o dia no laboratório químico; outras, na sala de dissecção; e ocasionalmente em longos passeios, que pareciam levá-lo às partes mais sórdidas da cidade.” 
Ao descobrir os interesses do seu companheiro em crimes policias, surge o primeiro grande mistério para Sherlock Holmes resolver: “O mistério de Lauriston Garden”.  Um enigma para a polícia, que pede ajuda a Holmes. Um homem – Enoch J. Drebber, Cleveland – é encontrado morto em uma casa desabitada, sem ferimentos, mas cercado de manchas de sangue. E no seu rosto, uma expressão de pânico.

A primeira parte do livro é conduzida por Holmes, que desvenda todo caso. Já a segunda parte, o autor dedica para contar a história do criminoso. É nestes capítulos que ele descreve tudo o que levou Mr. Jefferson Hope a cometer dois assassinatos.

Sherlock Holmes: Um Estudo em Vermelho é um livro incrível, cheio de mistérios e que estimula (e muito!) o leitor a criar diferentes hipóteses e fantasias na tentativa de desvendar o caso. (Detalhe: O livro da foto é a Edição Definitiva. Nele você vai encontrar várias ilustrações e comentários. ^^)