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[Resenha] Eu Perdi o Rumo, de Gayle Forman

É uma história que une três pessoas que se sentem perdidas, mas que vão descobrir que não estão sozinhas.

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Só mais um começo


Imagem via flickr
É só o primeiro dia da Primavera.

Houve um tempo em que eu faria todas as perguntas possíveis para descobrir o motivo de gostar tanto dessa estação, mas hoje tanto faz... Me acostumei a não questionar. A aceitar as coisas como elas realmente são. Sem perguntas e muito menos respostas inesperadas. Triste? Pode até ser. Aprendi que muita coisa nesse mundão não vale o esforço de uma briga. Às vezes o desgaste de encontrar todos os argumentos para comprovar o seu ponto de vista é maior do que simplesmente concordar. Não quer dizer que eu não tenho uma opinião formada, pelo contrário, eu tenho e muitas. É só que com o tempo a gente cansa, perde a vontade de continuar dando importância.

Dias atrás estava numa livraria quando encontrei um desses livrinhos com menos de 100 páginas e que qualquer um lê em menos de duas horas. Acabei achando o título interessante e comprei. Sentei em uma das escadas da livraria e comecei a folheá-lo. Não era nenhum best-seller, mas considerei ser melhor que muitos por aí. Não tinha uma história. Eram apenas frases, dicas de como mudar a sua vida e deixa-la mais feliz. É engraçado. Nunca fui do tipo que compra livros assim.

Enquanto lia, reparava no ambiente a minha volta: o lugar estava cheio de pessoas sorrindo, acompanhadas, com um ou mais livros na mão. Duas ou três crianças corriam pela área de livros infantis, enquanto uma criança chorava no colo da mãe pedindo para ir embora. Quando era mais nova gostava de sentar e ficar olhando as pessoas a minha volta. Imaginava como era a vida de cada uma: com o que trabalhavam, por que escolheram aquele livro, se tinham filhos, se eram casados.

Fui em direção à saída, quando encontrei um cartaz, desses bastante coloridos. Talvez tenha sido a frase principal, mas ele me chamou a atenção. O cartaz continha a seguinte mensagem: “Uma vontade de fazer as malas e sair viajando por aí, sem destino e sem data marcada pra voltar.”. Procurei, mas não trazia o nome do autor da frase. Mas bem embaixo tinha uma pilha de livros bem sugestiva sobre viagens. Vários deles eu já conhecia. Dei uma olhadinha na pilha ao lado. Não sou o tipo de pessoa que compra guia de viagem, mas alguma coisa mudou. Talvez fosse uma boa ideia. Talvez pudesse levar um daqueles livros. Seria bom ter por onde começar.

@oventodoleste