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[Resenha] Dentes de Dragão de Michael Crichton



Dentes de Dragão
Michael Crichton
Editora Arqueiro

Sinopse: Desde Jurassic Park, nunca foi tão perigoso escavar o passado.
Em 1876, no inóspito cenário do Oeste americano, os famosos paleontólogos e arquirrivais Othniel Marsh e Edwin Cope saqueiam o território à caça de fósseis de dinossauros. Ao mesmo tempo, vigiam, enganam e sabotam um ao outro numa batalha que entrará para a história como a Guerra dos Ossos.

Para vencer uma aposta, o arrogante estudante de Yale William Johnson se junta à expedição de Marsh. A viagem corre bem, até que o paranoico paleontólogo se convence de que o jovem é um espião a serviço do inimigo e o abandona numa perigosa cidade.

William, então, é forçado a se unir ao grupo de Cope e eles logo deparam com uma descoberta de proporções históricas. Mas junto com ela vêm grandes perigos, e a recém-adquirida resiliência de William será testada na luta para proteger seu esconderijo de alguns dos mais ardilosos indivíduos do Oeste.

Sobre o livro

Willian Johnson estuda em Yale, é um jovem de aproximadamente dezoito anos e impulsivo. Foi por isso que ele acabou se metendo em uma aposta com seu maior rival. Ele teria que deixar as férias tranquilas na Europa para viver o perigo do Oeste americano. Junto com o professor de paleontologia da universidade. Disposto a não perder e ter que se humilhar, Johnson agora precisa convencer o professor Marsh a levá-lo junto com sua equipe para a expedição.

Othniel Marsh é um famoso paleontólogo, paranoico e acredita que as pessoas se aproximam apenas para roubar os seus fosseis. E será com a mesma desconfiança de sempre que ao ser procurado por Johnson irá acreditar que o menino é apenas mais um espião de Edwin Cope, outro grande paleontólogo com o qual Marsh tem rixa. A única vaga disponível em sua equipe é para o fotografo e logo Johnson encontra a sua chance. Mesmo sem conhecer nada sobre fotografia e com a desconfiança do professor, ele convence Marsh a leva-lo.

Mas não será tão fácil. Durante a viagem, Marsh fica ainda mais desconfiado e resolve deixar Johnson para trás. Abandonado, o garoto irá encontrar com a equipe do professor Edwin Cope. Ainda disposto a não perder a aposta, Johnson irá aceitar a proposta de Cope para se unir a equipe dele.


O professor Marsh falava de modo ponderado, solene, entrecortado de pausas reflexivas. Não tinha pressa, mas nunca perdia a atenção dos ouvintes, que esperavam ansiosos pelo que ele tinha a dizer. Já o professor Cope era o contrário: as palavras saíam da sua boca num turbilhão, os movimentos eram rápidos e nervosos, e ele conquistava a atenção das pessoas à maneira de um beija-flor, tão brilhantemente rápido que ninguém queria perder nada.

Cada vez mais próximos do Oeste, a presença dos índios se tornará um perigo constante, além dos contratempos causados por Marsh. Ao chegarem ao destino, logo Cope e seus alunos irão encontrar a maior descoberta de suas vidas: um espécime ainda não catalogado. Quando decidem voltar para casa, o grupo será atacado por índios e Johnson ficará para traz junto com os ossos. Sentindo-se responsável por eles, Johnson fará o que for preciso para leva-los de volta ao professor Cope. Neste ponto a aventura de Willian Johnson começa.



O que eu achei?

O plano de fundo deste livro é a história dos paleontólogos Othniel Marsh e Edwin Cope que são personagens reais e que viviam uma constante disputa. Apesar das brigas travadas por eles durante a história parecerem um tanto exageradas, também foram reais. A caçada pelos fosseis era acirrada e os dois queriam reconhecimento. Por se tratar de personagens reais, durante a leitura é fácil misturar o que é ficção e o que é realidade. E isso deixa a história cada vez melhor!

Além disso, o livro também traz uma noção de como aconteceram as disputas pelas terras indígenas na época, a brutalidade das guerras e a quantidade de mortos em meio a tantos ataques.


Gostei muita da evolução do Willian Johnson. O garoto impulsivo, irresponsável e arrogante foi obrigado a amadurecer em meio aos perigos da viagem. Mesmo após o ataque, nada o convenceria de largar os ossos para trás e correr para casa. Ele tinha que carrega-los e devolver ao dono, era sua responsabilidade e prioridade. Aos poucos o leitor vai acompanhando a evolução do personagem.

Confesso que fiquei empolgada com a leitura assim que a Arqueiro anunciou que publicaria o livro. Um dos filmes que mais assisti na vida foi Jurassic Park e não tive a chance de ler o livro que deu origem ao filme. E fiquei muito feliz com o resultado deste livro, não houve um momento em que a história fica desinteressante ou parada. Cada página é repleta de ação e aventuras que contagiam o leitor.


O autor faleceu em 2008, mas a sua esposa encontrou o manuscrito em meio a rascunhos e cartas do marido e decidiu publicá-lo. O autor construiu uma história incrível, contagiante, leve e cheia de aventuras.

  1. Oi Michelly!
    Também amo Jurassic Park e já assisti milhões de vezes! Essa semana fui ao cinema assistir Jurassic World 2 e também gostei, apesar dele ser o meu menos preferido dos 5. Também não tive a oportunidade de ler o livro que originou o primeiro filme, mas ainda pretendo fazer isso. Assim como pretendo ler Dentes de Dragão, ainda mais depois da sua resenha! :)
    Beijos!

    Mais Uma Página

    ResponderExcluir
  2. Interessante! Um livro de paleontologia, tenho certeza que me trará as mesmas emoções que todos os filmes Jurassic Park me proporcionaram.
    Abraço!

    ResponderExcluir

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