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Uma vida de gente grande

Imagem via flickr
Três anos atrás eu poderia dizer com toda a certeza do mundo que a vida não era esse bicho de sete cabeças que todo mundo pinta. Eu estava no último ano do Ensino médio e doida para começar a faculdade de uma vez. Tinha 17 anos. Não trabalhava e não tinha medo da prova do vestibular, mas tinha um medo danado de decepcionar os meus pais caso eu não passasse. Eu não passei. Não de primeira. Foi no meio do ano seguinte que a tão esperada lista saiu. Nem preciso explicar a felicidade que é ter um sonho realizado, mas aquele foi diferente.

De lá para cá, muitas coisas mudaram. Não só na minha rotina, como nos meus objetivos. Aquela preguiça boa de poder estar em casa e só ter que estudar ficou para trás. Poderia até dizer que enfim é uma “vida de gente grande”, mas acho que não é só isso que conta.

No meio do caminho tive que aceitar que é preciso mudar para chegar onde quero. Mas também aprendi que é preciso coragem para entender que o que precisamos nem sempre é o que teremos. Sei que ainda vou bater muito com a cabeça para entender certas coisas, mas sei que algumas também eu vou tirar de letra. Acho que esse é significado de ter uma “vida de gente grande”. É saber que vai além das responsabilidades... que significa mudanças.

#100happydays

Nem preciso lembrar que o projeto está atrasado não é? Essa semana foi bem cansativa e também acabei esquecendo que tinha que postar as fotos (tanto no blog como no Intagram). Mas colocando tudo em dia, essas foram as fotos da "semana".










Beijos!

Só mais um começo


Imagem via flickr
É só o primeiro dia da Primavera.

Houve um tempo em que eu faria todas as perguntas possíveis para descobrir o motivo de gostar tanto dessa estação, mas hoje tanto faz... Me acostumei a não questionar. A aceitar as coisas como elas realmente são. Sem perguntas e muito menos respostas inesperadas. Triste? Pode até ser. Aprendi que muita coisa nesse mundão não vale o esforço de uma briga. Às vezes o desgaste de encontrar todos os argumentos para comprovar o seu ponto de vista é maior do que simplesmente concordar. Não quer dizer que eu não tenho uma opinião formada, pelo contrário, eu tenho e muitas. É só que com o tempo a gente cansa, perde a vontade de continuar dando importância.

Dias atrás estava numa livraria quando encontrei um desses livrinhos com menos de 100 páginas e que qualquer um lê em menos de duas horas. Acabei achando o título interessante e comprei. Sentei em uma das escadas da livraria e comecei a folheá-lo. Não era nenhum best-seller, mas considerei ser melhor que muitos por aí. Não tinha uma história. Eram apenas frases, dicas de como mudar a sua vida e deixa-la mais feliz. É engraçado. Nunca fui do tipo que compra livros assim.

Enquanto lia, reparava no ambiente a minha volta: o lugar estava cheio de pessoas sorrindo, acompanhadas, com um ou mais livros na mão. Duas ou três crianças corriam pela área de livros infantis, enquanto uma criança chorava no colo da mãe pedindo para ir embora. Quando era mais nova gostava de sentar e ficar olhando as pessoas a minha volta. Imaginava como era a vida de cada uma: com o que trabalhavam, por que escolheram aquele livro, se tinham filhos, se eram casados.

Fui em direção à saída, quando encontrei um cartaz, desses bastante coloridos. Talvez tenha sido a frase principal, mas ele me chamou a atenção. O cartaz continha a seguinte mensagem: “Uma vontade de fazer as malas e sair viajando por aí, sem destino e sem data marcada pra voltar.”. Procurei, mas não trazia o nome do autor da frase. Mas bem embaixo tinha uma pilha de livros bem sugestiva sobre viagens. Vários deles eu já conhecia. Dei uma olhadinha na pilha ao lado. Não sou o tipo de pessoa que compra guia de viagem, mas alguma coisa mudou. Talvez fosse uma boa ideia. Talvez pudesse levar um daqueles livros. Seria bom ter por onde começar.

31 de julho – A história nunca termina


Lembrar de quem fez um mundo em livros e mostrou que podemos ir além de suas páginas, pois a nossa imaginação não deve ter limites. Histórias que acompanham gerações e uma data que está longe de ser esquecida.

É impossível negar a alegria de abrir um de seus livros e entrar no cenário mágico que nos envolveu por anos, e que com certeza continuará presente por longos anos.

Agradecer a quem tornou tudo isso possível. Quem proporcionou a alegria de chegar numa sala de cinema e ver uma das melhores histórias lidas tomarem vida. A alegria de rir junto com os personagens e chorar com a perda de alguns.

Desejo apenas que a idade não nos faça perder a emoção de abrir aquelas páginas e nos sentir em casa.

A história que amamos nunca termina. Se você voltar às páginas ou olhar para a tela novamente, Hogwarts estará lá para te receber de braços abertos.



*Momento: Não gosto de usar, mas amo esse gif. ^^

#100happydays

Mais uma semana do desafio. Para quem não conhece, fiz uma postagem no comecinho da semana explicando tudinho sobre o projeto









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Beijos