O Dezoito Primaveras mudou! Você foi direcionado para o meu novo blog, mas o conteúdo antigo permanece disponível para você. Entenda um pouquinho mais sobre essa mudança neste post aqui.

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Dezoito primaveras


Ainda estava escuro quando acordei. Senti uma brisa de leve, era calmo. Aquela serenidade eu não sentia há tempos. Fiquei quieta e mantive a posição na cama de lençóis brancos gelados. O cobertor gigante, chegava a cair da cama. Meus pés pequenos, estavam cobertos com meias cinzas, enquanto a janela estava um pouco aberta, permitindo o vento gelado amadurecer o quarto.

Fiquei por instantes com a mente presa nos detalhes. Durante as seguidas dezoito primaveras, eu não deixei de esquecer as inquietações. O inverno acabara e de certa maneira, eu ainda me sentia nele. Aquela tua insegurança causava o meu caos. O sol estava nascendo e eu não fazia ideia de como encará-lo. Me aconchegava na cama. Ajustava o travesseiro gelado e tentava não forçar a respiração.

Fechei os olhos e voei. Nada de turbulência em meio ao surgir das folhas. Aquela fazenda sabia como retirar de mim pedaços que nunca imaginei em obter. Ficava tentando consertar o presente sem sequer imaginar o que poderia ganhar dele. Em casa, as coisas não estavam fáceis apesar do silêncio se mostrar mais fortes aos sábados. A única coisa que desejava era o fim da tarde, as flores, e as fotos. Gostava de uns goles de café com livros preguiçosos também.

Me virei contra a parede. Meus olhos estavam pregando de sono por conta da ausência dos sonhos. Às vezes, tudo isso chegava a me fazer acreditar que meu corpo preferia a realidade. E sem querer, doía. Sentei, e ajeitei o edredom. Peguei um moleskine velhinho de capa vermelha e comecei imaginar o desenho. Estava escuro, acabei perdendo o caminho.

Primaveras sempre me faziam bocejar. Era uma preguiça que até o Abel gostava. Aquele gato só me tirava do sério em momentos de fome, como sempre. Surpresa! A luz começava a surgir e eu despertava. Tentava não parar os movimentos. Me espreguiçava e respirava fundo. O quarto continuava gelado, assim como os teus braços também.

Matheus Carneiro.
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O que vocês acharam do texto do Matheus? Eu particularmente amei! Em breve teremos mais. : )
  1. Eu também amei e espero que tenha mais sempre :D

    Beijos
    Pepper Lipstick

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  2. Ah, que lindo *-*
    Realmente, ele escreve muito bem. De uma forma tão tranquila :)

    Beijos, Lu
    http://luizando.blogspot.com.br

    Obs.: Mandei-te um e-mail ;)

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    Respostas
    1. Okay, Lu!
      Vou dar uma olhadinha lá. :)

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