
Oi! Como você está?
Por aqui as coisas caminharam sem muita novidade essa semana. Diferente da semana anterior, onde estava motivada a prestar atenção nos mínimos detalhes com o intuito de registrar para a postagem “uma semana comigo” (se você ainda não leu, corre lá), nessa semana eu me senti completamente desmotivada e cansada da rotina. Quase não li, não estudei, fiz o básico no trabalho e fiquei deitada o resto do tempo. Eu fico entre pensar que eu só estou cansada ou que os sintomas da depressão voltaram a me assombrar. Há uma linha tênue entre as duas hipóteses e sinto que qualquer movimento em falso vai me fazer parar do lado errado.
Espero que você nunca precise passar pelo caos que é ser diagnosticado com depressão (e ansiedade), porque tudo passa a girar em torno desse diagnóstico. Parece que você deixa de reconhecer os mínimos sinais de uma vida normal e começa a desconfiar de cada novo progresso. A minha única certeza é saber que as coisas poderiam ser bem piores se não tivesse encontrado a medicação “certa” para mim. Ao mesmo tempo, também sei que os remédios já fizeram a parte deles e estão me mantendo estável o suficiente para que eu encontre a força para fazer a minha parte. Mas será que eu quero me esforçar assim?
Eu fico pensando em onde eu chegaria se a minha mente não pregasse tantas peças constantemente, se eu pudesse confiar nela? Eu seria o que sempre imaginei ou estaria no mesmo lugar? Estaria em uma situação pior? São tantas possibilidades que me paralisam de vez em quando e eu preciso lembrar de manter os pés firmes no presente, no agora.
Já estou divagando demais. Tenho sentido falta de sentar e escrever o que vem na cabeça, mas isso me faz perder o filtro. Acabo falando sobre coisas que pesam o clima, como agora.
Então, mudando de assunto, resolvi limitar meu tempo nas redes sociais de forma mais ativa. No passado, eu tentei impor certo controle a minha mente, deixando que ela decidisse que já tinha extrapolado o tempo que seria considerado “saudável”. Obviamente, funcionou por um tempo, mas logo voltei à estaca zero. Desta vez, decidi criar regras no meu celular para impedir que eu fique mais tempo do que pretendo. Ativei o controle de tempo em todas as redes sociais dentro do próprio aplicativo, para aqueles que possuem essa funcionalidade, e também ativei o controle de tempo através do próprio sistema operacional do celular. O que me coloca com duas etapas de bloqueio para desativar se eu quiser realmente passar do tempo determinado. Pode parecer algo pequeno, mas confesso que já são duas semanas sem ficar rolando o feed no TikTok e no Instagram. Espero que permaneça assim! Mais para frente eu volto para confirmar se houve alguma recaída ou se sigo firme no projeto “vai encontrar um hobby, mulher”.
Essa semana eu instalei uma prateleira no meu quarto. Estava doida para mudar a parede onde fica a cabeceira da minha cama. A parede estava branca, sem graça, sem um penduricalho para chamar de seu. Não sabia o que fazer e estava voltando àquela ideia maluca de que é melhor deixar como está para não estragar ainda mais as coisas — spoiler: outro hábito que estou tentando melhorar por aqui. Foi então que me deu a doida e fui comprar as coisas que precisava. Escolhi a madeira, a mão francesa e os parafusos. Cheguei em casa com a furadeira pronta para começar. Um detalhe é que nunca tinha usado a furadeira antes, mas resolvi fazer mesmo assim. Se desse errado. pensei, tenho a massa corrida em casa, posso fechar o buraco e fingir que nunca aconteceu. E claro, ficou desnivelado. Sem crise. Chamei o namorado da minha irmã e ele terminou de instalar. Uma prateleira deu certo, a outra metade está um pouco torta, mas ainda é possível arrumar. Preciso comprar uns parafusos menores para fixar a prateleira direito e tudo vai ficar do jeito que deveria ter ficado de primeira.
Engraçado é que eu não me senti mal por isso em momento algum. Uns meses atrás eu teria chorado de raiva pela minha completa incompetência em fazer algo direito, mas, desta vez, fiquei feliz em ao menos ter tentado e por ter pedido ajuda quando as coisas começaram a dar errado. Seria essa uma evolução?
Enfim, instalamos a prateleira. Agora, o que colocar nela? Não faço ideia do que colocar. Já olhei as minhas estantes, os armários e nada parece certo o suficiente para colocar lá. Então resolvi começar pelo mais simples: peguei a minha coleção de copos de shows e coloquei nela, junto com dois livros que eu acho a capa linda e fico triste por deixá-los escondidos na estante. Problema resolvido! Quem disse que precisa de muito para ficar como a gente quer. Só isso já me deixou mais feliz. Para completar a “mudança”, instalei três quadros embaixo da prateleira com fotos que remetem ao universo de Harry Potter e um fio de luz led, estilo pisca-pisca, mas sem piscar, rs. Tudo bem simples, mas que já me deixou motivada e alegre. Então, estou aceitando a mudança e agradecendo pela coragem de tentar.
Por vezes, ficamos remoendo as coisas na nossa cabeça dessa mesma forma: “será que eu faço?”, "será que vai dar certo?”, “se eu magoar alguém” e “se eu fizer algo errado?”. Quantas vezes eu deixei de arriscar, de tentar, porque decidi ouvir o medo na minha cabeça. Ao instalar aquela prateleira, eu decidi que pararia de me sabotar e tentaria fazer o que eu realmente quero fazer. Se der errado, a gente conserta. Como diz o ditado que sempre foi muito repetido aqui em casa: “para tudo na vida, tem um jeito. Só não tem jeito para a morte.”. Não espero acertar todas as vezes, mas espero estar pronta para voltar e corrigir os erros cometidos quando necessário e seguir em frente.
Pronto! Já estou divagando novamente, mas, em minha defesa, a quantidade de coisas que passam pela minha cabeça e ficam de fora dessa página é imensamente maior do que as confusões que escrevo. Antes que elas comecem a ensaiar aparecerem por aqui, vou me despedir por ora. Espero trazer outro post para cá logo logo. Estive pensando e quero voltar a trazer assuntos pessoais para o blog. Nos anos anteriores, passei a me dedicar mais à literatura e abandonei o lado pessoal. Isso me deixou triste, porque eu adoro escrever coisas constrangedoras e publicá-las onde todo mundo pode ler — alô, família. Então, é isso! Você verá mais sobre mim, sobre a minha rotina e pensamentos confusos. Em meio a tudo isso, também vou continuar falando sobre as minhas leituras, afinal, também é algo sobre mim.
Até o próximo post! Espero te ver por aqui de novo! 💜
Ah! Fiquem com uma fotinho da prateleira:

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