Oi! Como você está?
Não faz muito tempo, conversamos um pouco sobre fazer parte de um Clube do Livro, se ainda era algo que valia a pena nos dias atuais (dá uma passadinha lá no post clicando aqui). Hoje, quero conversar com você sobre o último encontro do clube que faço parte há quase dois anos e tem me inspirado pouco a pouco.
O Sweet Daisy é um Clube do Livro feito por mulheres e para mulheres, onde, desde o início, busca resgatar os encontros presenciais e o espírito de comunidade que só um clube literário pode inspirar.
Eu entrei para o clube em meados de 2024, depois de esbarrar nele através de um vídeo no TikTok. Na época, eu estava procurando por um lugar onde pudesse reviver as conversas literárias que costumavam acontecer antes da pandemia. Aqueles encontros presenciais, caóticos e com muitas risadas faziam uma tremenda falta para mim e eu ainda acredito que, muitos dos que viveram àquela época, não se adaptaram completamente à mudança para reuniões virtuais. Simplesmente não são a mesma coisa.
Desde então, eu confesso que tenho participado mais dos encontros do que, de fato, lido as leituras mensais. Há meses onde não consigo engatar nenhuma leitura e decido não me obrigar a terminar um livro apenas pelo prazer de dizer que a leitura foi finalizada. Ainda assim, estou presente nos encontros, uma vez por mês, para as conversas mais aleatórias possíveis. Apesar de sermos um clube literário, na maior parte do tempo, os encontros são recheados de assuntos do dia-a-dia, momentos constrangedores, seguidos de muita risada.
Há dias que os encontros acontecem em cafeterias, em cantos diversos de São Paulo. Outros, acontecem na casa de alguém do grupo. Já viajamos por cada canto da cidade e pela área metropolitana que aprendi a reconhecer rapidamente as linhas de trem e metrô daqui.
Neste domingo, o encontro foi no Parque Villa Lobos, na zona oeste de São Paulo. A ideia era fazer um piquenique e entregar os presentes do amigo secreto inspirado no mês das mulheres. Pela segunda vez, fizemos um Amigo Flores, com o mesmo conceito do amigo secreto, que já conhecemos, mas sendo o presente um buquê ou vaso de flores. Foi divertido perceber que, quase todas, usaram a mesma referência: flores do campo. Foi como trazer as flores de volta à natureza, de volta para casa.
Em meio as comidas e risadas, a leitura do mês ficou esquecida. Isso me lembra de que clubes não foram feitos para serem presos a uma ideia, restritos ao tema que foi escolhido. Clubes são comunidades onde podemos falar abertamente, sem medo, e encontrar pessoas que podem até discordar do teu jeito de ver o mundo, mas irão rir disso junto com você.
O meio literário já foi uma grande comunidade acolhedora e diversa. Hoje, eu vejo muitos grupos formados sem o senso de coletividade, de amizade e de apoio. Houve uma época em que leitores se apoiavam e criavam laços reais, ainda que virtuais, mas as coisas mudaram ao longo do tempo. Tenho a sensação de que a pandemia foi o ponto de ruptura. É claro que, com a ajuda das redes sociais (principalmente o BookTok), o mundo literário ganhou muita visibilidade e ainda cresce. Ao mesmo tempo, as redes estão tornando as relações cada vez mais superficiais e frágeis. Os algoritmos não entregam conteúdos de forma consistente, contas menores e com conteúdo bacana ficam escondidas e o consumismo ficou mais evidente. Ser considerado leitor, exige que você atenda requisitos cada vez mais difíceis de alcançar.
Por isso, encontrar um espaço em que você possa ser quem realmente é e falar sobre coisas de que gosta ainda é muito importante. Os Clubes do Livro estão aqui para isso! Para resgatar o que há muito tempo ficou esquecido e, quem sabe, unir as pessoas novamente e nos fazer enxergar aquilo que os livros estão dispostos a nos ensinar.




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